quinta-feira, 18 de agosto de 2016

“Põe Tua Confiança Naquele Espírito Que Leva a Fazer o Bem"


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Corrida da Vida

 Presidente Thomas S. Monson

De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde iremos quando partirmos desta vida? Essas perguntas universais não precisam mais ficar sem respostas.
 
Amados irmãos e irmãs, nesta sessão desejo falar-lhes sobre verdades eternas; verdades que enriquecerão nossa vida e nos levarão em segurança ao nosso lar.
Em toda parte, as pessoas estão com pressa. Aviões a jato transportam sua preciosa carga humana através de imensos continentes e vastos oceanos para que reuniões de negócios sejam realizadas, obrigações sejam cumpridas, férias sejam desfrutadas ou parentes sejam visitados. Em toda parte há rodovias — vias expressas, autopistas e autoestradas — nas quais trafegam milhões de automóveis, levando milhões de pessoas num fluxo aparentemente interminável, por uma infinidade de motivos em nossa corrida diária.
Nesse ritmo frenético da vida, será que fazemos uma pausa para alguns momentos de meditação, sim, para pensar nas verdades eternas?
Comparadas às verdades eternas, a maioria das questões e preocupações cotidianas são realmente bem triviais. O que teremos para o jantar? Qual cor devemos usar para pintar a sala? Será que devemos inscrever o Joãozinho no futebol? Essas questões e muitas outras semelhantes perdem seu significado quando surge uma crise, quando nossos entes queridos são feridos ou magoados, quando a doença acomete os saudáveis, quando a chama da vida enfraquece e a escuridão nos ameaça. Nossos pensamentos se aguçam e conseguimos facilmente distinguir o que é realmente importante daquilo que é meramente trivial.
Conversei recentemente com uma mulher que vem lutando contra uma doença grave há dois anos. Ela disse que, antes da doença, seus dias eram cheios de atividades tais como limpar a casa com perfeição e enchê-la de móveis belos. Ia ao cabeleireiro duas vezes por semana e gastava dinheiro e tempo todo mês para adicionar novos vestidos a seu guarda-roupa. Os netos pouco eram convidados a visitá-la, porque sempre se preocupava achando que aquilo que considerava ser seus preciosos bens poderia quebrar-se ou estragar-se nas mãozinhas descuidadas deles.
Então, recebeu a chocante notícia de que sua vida corria risco e que talvez lhe restasse pouco tempo aqui. No momento em que ouviu o diagnóstico do médico, ela soube de imediato que passaria todo o tempo que lhe restasse de vida com a família e os amigos, tendo o evangelho no centro de sua vida, porque era isso que considerava mais precioso.
Esses momentos de clareza chegam na vida de todos, uma hora ou outra, embora nem sempre de modo tão drástico. Vemos com clareza o que realmente importa na vida e como deveríamos estar conduzindo nossa vida.
O Salvador disse:
“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”.1
Em nossos momentos de mais profunda reflexão ou de maior necessidade, a alma do homem se volta para o céu, buscando uma resposta divina para as maiores perguntas da vida: De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde iremos quando partirmos desta vida?
A resposta a essas perguntas não se descobre folheando as páginas de livros acadêmicos ou pesquisando. Essas perguntas transcendem a mortalidade. Elas abrangem a eternidade.
De onde viemos? Essa é a dúvida inevitável, mesmo que não expressa, de todo ser humano que tem a consciência de ter existido antes desta vida mortal.
O Apóstolo Paulo disse aos atenienses, no Areópago, que somos “geração de Deus”.2 Sabendo que nosso corpo físico foi gerado por nossos pais mortais, temos de explorar o significado da declaração de Paulo. O Senhor declarou que “o espírito e o corpo são a alma do homem”.3 Portanto, o espírito é que foi gerado por Deus. O autor de Hebreus O chama de “Pai dos espíritos”.4 O espírito de cada homem e de cada mulher é literalmente um filho e uma filha “gerados para Deus”.5
Vemos que poetas inspirados, ao refletir sobre o assunto, deixaram mensagens tocantes e registraram pensamentos transcendentais. William Wordsworth escreveu esta verdade:
Nosso nascimento é apenas um sono e um esquecimento;
A alma que surge conosco, nossa Estrela da vida,
Teve outro lugar para habitar,
E veio de longe;
Não em total esquecimento
Nem em completa nudez,
Mas seguindo nuvens de glória, viemos
De Deus, que é nosso lar!
O céu nos circunda em nossa infância!6
Os pais ponderam sua responsabilidade de ensinar, inspirar e orientar os filhos e ser-lhes um exemplo. Enquanto isso, os filhos, particularmente os jovens, fazem a pungente pergunta: “Por que estamos aqui?” Geralmente, ela é feita em silêncio no fundo da alma e é formulada desta maneira: “Por que eu estou aqui?”
Quão gratos devemos ser por sabermos que um sábio Criador criou a Terra e nos colocou aqui, esquecidos de nossa existência pré-mortal, para que passássemos por um período de provação, uma oportunidade de provar-nos, a fim de nos qualificar para tudo o que Deus preparou para nós.
Está claro que o propósito primordial de nossa existência aqui na Terra é obter um corpo de carne e ossos. Também nos foi concedida a dádiva do arbítrio. De inúmeras maneiras, temos o privilégio de escolher por nós mesmos. Estamos aqui para aprender na árdua escola da experiência. Discernimos o bem do mal. Diferenciamos o amargo do doce. Descobrimos quais são as consequências associadas a nossas ações.
Pela obediência aos mandamentos de Deus, podemos qualificar-nos para a “casa” mencionada por Jesus, ao declarar: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. (…) Vou preparar-vos lugar (…) para que onde eu estiver estejais vós também”.7
Embora venhamos à imortalidade “seguindo nuvens de glória”, a vida segue, inexoravelmente, seu curso. A juventude vem após a infância e a maturidade chega quase imperceptivelmente. Adquirimos pela experiência a necessidade que temos de buscar a assistência dos céus ao seguirmos nosso caminho pela vida.
Deus, nosso Pai, e Jesus Cristo, nosso Senhor, demarcaram o caminho para a perfeição. Eles nos chamam para que escolhamos as verdades eternas e nos tornemos perfeitos como Eles são perfeitos.8
O Apóstolo Paulo comparou a vida a uma corrida com uma meta claramente definida. Exortou os hebreus, dizendo: “Deixemos (…) o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta”.9
Em nosso zelo, não esqueçamos o sábio conselho de Eclesiastes: “Não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha”.10 Na verdade, o prêmio pertence à pessoa que persevera até o fim.
Ao refletir sobre a corrida da vida, lembro-me de outra corrida dos meus tempos de criança. Meus amigos e eu esculpíamos a canivete pequenos barcos de brinquedo com a madeira macia de um salgueiro. Com uma vela triangular de pano, lançávamos nossas toscas embarcações em uma corrida nas águas relativamente turbulentas do Rio Provo aqui em Utah. Corríamos ao longo da margem do rio e víamos os barquinhos sendo, às vezes, sacudidos violentamente na rápida correnteza, e às vezes, navegando serenamente quando o rio ficava mais profundo.
Numa daquelas corridas, vimos que um barco liderava os demais na direção da linha de chegada. De repente, a correnteza o arrastou para muito perto de um grande redemoinho, e o barco adernou e emborcou. Ficou ali girando e girando, sem poder voltar à corrente principal. Por fim, foi parar no fundo do redemoinho, no meio de restos e destroços, preso pelos tentáculos ávidos do musgo verde.
Os barquinhos de brinquedo da minha infância não tinham quilha para estabilizá-los, leme para guiá-los, nem fonte de força. Seu destino inevitável era rio abaixo: a trilha com menor resistência.
Ao contrário dos barcos de brinquedo, fomos abençoados com atributos divinos para guiar nossa jornada. Não viemos à mortalidade para flutuar ao sabor das correntes da vida, mas com a capacidade de pensar, raciocinar e realizar.
Nosso Pai Celestial não nos lançou em nossa jornada eterna sem preparar meios pelos quais pudéssemos receber orientação para garantir nosso retorno seguro. Refiro-me à oração. Refiro-me também ao sussurro da voz mansa e delicada; sem esquecer as santas escrituras, que contêm a palavra do Senhor e as palavras dos profetas, dadas a nós para ajudar-nos a cruzar com sucesso a linha de chegada.
Em algum momento de nossa missão mortal, surge o passo vacilante, o sorriso abatido, as dores da doença, sim, o final do verão, a aproximação do outono, o frio do inverno e a transição que chamamos de morte.
Toda pessoa ponderada já se fez a pergunta tão bem expressa por Jó, no passado: “Morrendo o homem, porventura tornará a viver?”11 Por mais que tentemos afastar essa pergunta do pensamento, ela sempre volta. A morte chega para todos os seres humanos. Chega para os idosos que caminham com passos vacilantes. Seu chamado é ouvido por aqueles que mal venceram a metade da jornada da vida. Às vezes, silencia o riso de criancinhas.
E quanto à vida após a morte? Seria a morte o fim de tudo? Robert Blatchford, em seu livro God and My Neighbor [Deus e Meu Próximo], atacou vigorosamente crenças cristãs como Deus, Cristo, oração e, em especial, a imortalidade. Ele audaciosamente afirmou que a morte era o fim de nossa existência e que ninguém era capaz de provar o contrário. Foi então que algo surpreendente aconteceu. Sua muralha de ceticismo veio abaixo, deixando-o exposto e indefeso. Aos poucos ele começou a sentir seu retorno à fé que ridicularizara e abandonara. O que causou tamanha mudança em sua perspectiva? A morte de sua esposa. Com o coração partido ele entrou no aposento onde estava o que restara dela e olhou novamente para a face de quem ele tanto amou. Ao sair, disse a um amigo: “É ela, mas ao mesmo tempo, não é. Tudo mudou. Algo que antes havia ali foi levado. Ela não é a mesma. O que pode tê-la deixado senão sua alma?”
Mais tarde ele escreveu: “A morte não é o que alguns imaginam. É apenas como se alguém tivesse passado para outro aposento. Nesse outro aposento encontraremos (…) os amados homens e mulheres e as amáveis crianças que amávamos e perdemos”.12
Irmãos e irmãs, sabemos que a morte não é o fim. Essa verdade tem sido ensinada por profetas vivos em todas as épocas. Também se encontra nas sagradas escrituras. No Livro de Mórmon lemos estas palavras específicas e consoladoras:
“Ora, com relação ao estado da alma entre a morte e a ressurreição — eis que me foi dado saber por um anjo que o espírito de todos os homens, logo que deixa este corpo mortal, sim, o espírito de todos os homens, sejam eles bons ou maus, é levado de volta para aquele Deus que lhes deu vida.
E então acontecerá que o espírito daqueles que são justos será recebido num estado de felicidade, que é chamado paraíso, um estado de descanso, um estado de paz, onde descansará de todas as suas aflições e de todos os seus cuidados e tristezas”.13
Depois que o Salvador foi crucificado e após Seu corpo ter permanecido no sepulcro por três dias, o espírito voltou a entrar Nele. A pedra foi rolada e o Redentor ressuscitado dali saiu, revestido de um corpo imortal de carne e ossos.
A resposta à pergunta de Jó — “Morrendo o homem, porventura tornará a viver?” — foi dada quando Maria e outras mulheres se aproximaram do sepulcro e viram dois homens com roupas brilhantes, que lhes disseram: “Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou”.14
Graças à vitória de Cristo sobre a morte, todos seremos ressuscitados. Essa é a redenção da alma. Paulo escreveu: “E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres”.15
É a glória celestial que buscamos. É na presença de Deus que desejamos habitar. É de uma família eterna que queremos ser membros. Essas bênçãos são alcançadas por meio de uma vida de esforço, de busca, de arrependimento e de sucesso final.
De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde iremos quando partirmos desta vida? Essas perguntas universais não precisam mais ficar sem respostas. Do mais profundo de minha alma e com toda a humildade, testifico que estas coisas de que falei são verdadeiras.
Nosso Pai Celestial Se alegra com aqueles que guardam Seus mandamentos. Também Se preocupa com o filho perdido, o adolescente indolente, o jovem rebelde, o pai ou a mãe delinquente. Na verdade, o Mestre lhes fala, com ternura, dizendo a todos: “Voltem. Subam. Entrem. Voltem para casa. Voltem para mim”.
Dentro de uma semana celebraremos a Páscoa. Nossos pensamentos se voltarão para a vida do Salvador, para Sua morte e Sua Ressurreição. Como Sua testemunha especial, testifico que Ele vive e que aguarda nosso retorno triunfante. Que possamos retornar, é minha humilde oração em Seu santo nome, sim, Jesus Cristo, nosso Salvador e nosso Redentor. Amém.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Discursos da Primeira Presidência na Conferência Geral

Tomar decisões sábias. Procurar a companhia do Espírito Santo. Evitar o orgulho injusto. Essas palavras estavam entre os conselhos dados pela Primeira Presidência na conferência geral.


Primeira Presidência
 
O Presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e seus dois conselheiros, apoiados por milhões de pessoas em todo o mundo como profetas e apóstolos, abordaram vários assuntos orientados pelo evangelho durante a 180ª conferência semestral da Igreja no Centro de Conferências em Salt Lake City, nos dias 2 e 3 de outubro.

Mais sobre a Conferência Geral


Para assistir, ouvir ou ler as mensagens dos profetas e apóstolos, visite a página da Conferência Geral.
     
O Presidente Thomas S. Monson enfatizou a importância da adoração no templo e anunciou os planos para a construção de cinco novos templos. Ele encorajou os rapazes a servirem missão de tempo integral, enfatizou a importância de tomar decisões sábias, promoveu um aumento da gratidão e encorajou os santos dos últimos dias a perseverarem na fé.
O Presidente Henry B. Eyring, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência, falou das bênçãos que advêm de buscar a companhia constante do Espírito Santo e da necessidade de confiar em Deus e depois sair e fazer o que Ele requer.
E o Presidente Dieter F. Uchtdorf, Segundo Conselheiro na Primeira Presidência, lembrou aos ouvintes da conferência de que a força vem de prestar atenção aos princípios básicos do evangelho restaurado. Ele pediu que os portadores do sacerdócio evitem o orgulho injusto e que façam sua parte na preparação do mundo para a vinda de Jesus Cristo.

Presidente Monson

Presidente Thomas S. Monson “Cada um desses templos é uma bênção na vida de nossos membros e uma influência positiva para os que não são de nossa religião,” disse o Presidente Monson em seus comentários de abertura. Ele observou que “as ordenanças realizadas em nossos templos são vitais para a nossa salvação e para a salvação de nossos entes queridos falecidos”.
Ele anunciou os planos para a construção de cinco novos templos, em Hartford, Connecticut, Estados Unidos; Indianápolis, Indiana, Estados Unidos; Lisboa, Portugal; Tijuana, México e Urdaneta, Filipinas. Isso elevará o número de templos anunciados ou em construção para 23 e, assim que forem terminados, elevarão o total mundial da Igreja para 157.
O Presidente Monson também incentivou o serviço missionário, particulamente dos rapazes que têm a responsabilidade do sacerdócio de servir, mas também para as moças e casais maduros. “Repito o que os profetas há muito têm ensinado”, disse ele, “que todo rapaz digno e capaz deve preparar-se para servir uma missão. O serviço missionário é um dever do sacerdócio — uma obrigação que o Senhor espera de nós, que tanto recebemos Dele”.
Durante seus comentários para os portadores do sacerdócio o Presidente Monson falou sobre fazer escolhas justas. “Meus amados irmãos”, disse, “que tenhamos a alma repleta de gratidão pela regalia da escolha, que aceitemos a responsabilidade da escolha e estejamos sempre cientes dos resultados da escolha. Como portadores do sacerdócio, sendo unos de coração podemos tornar-nos dignos da influência orientadora de nosso Pai Celestial, se fizermos cuidadosa e corretamente nossas escolhas”.
Em um discurso na manhã de domingo, ele falou sobre a necessidade de sermos gratos. “Podemos elevar-nos e elevar nossos semelhantes, quando nos recusamos a ter pensamentos negativos e cultivamos a gratidão”.
Em seus comentários finais, ele disse: “Precisamos perseverar até o fim, porque nossa meta é a vida eterna na presença de nosso Pai Celestial. Ele nos ama, e tudo o que deseja é que tenhamos sucesso nessa meta. Ele vai ajudar-nos e abençoar-nos, se clamarmos a Ele em nossas orações, se estudarmos Suas palavras e se obedecermos a Seus mandamentos”.
Uma semana antes, ao falar na reunião geral da Sociedade de Socorro, a organização da Igreja para as mulheres, o Presidente Monson falou a favor da caridade. “Em vez de sermos críticos e de julgarmos uns aos outros, que possamos ter o puro amor de Cristo por nossos companheiros nesta jornada da vida”, disse ele.

Presidente Eyring

Presidente Henry B. Eyring O Presidente Eyring enfatizou a necessidade de servir com o Espírito. “Façamos tudo o que for exigido para sermos dignos da companhia do Espírito Santo e prossigamos sem medo, sabendo que teremos a capacidade de fazer tudo o que o Senhor nos chamar para fazer”.
Ele disse que devemos confiar em Deus e depois sairmos e fazermos o que Ele requer que façamos. “Se confiarem em Deus o suficiente para escutar a mensagem Dele em todo discurso, hino e oração desta conferência, vocês a ouvirão”, disse. “E, se depois fizerem o que Ele deseja que vocês façam, sua capacidade de confiar Nele aumentará e, com o tempo, vão-se sentir dominados pela alegria de descobrir que Ele passou a confiar em vocês”.

Presidente Uchtdorf

Presidente Dieter F. Uchtdorf O Presidente Uchtdorf emitiu um lembrete de que “a força não advém da atividade frenética, mas do estabelecimento de um firme alicerce de luz e verdade. Advém da concentração de nossa atenção e empenho nos fundamentos básicos do evangelho restaurado de Jesus Cristo. Advém da atenção dada às coisas divinas que mais importam”.
Ele também encorajou os portadores do sacerdócio a se lembrarem que “somos servos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Não recebemos o sacerdócio para conseguir reconhecimento e ser aclamados. Estamos aqui para arregaçar as mangas e trabalhar. Não fomos convocados para uma tarefa comum. Fomos chamados para preparar o mundo para a vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.
A Primeira Presidência e também o Quórum dos Doze Apóstolos que serve sob a direção dela, são apoiados por milhões de santos dos últimos dias no mundo inteiro como profetas, videntes e reveladores que recebem inspiração de Deus para dirigir os assuntos da Igreja Dele hoje em dia. As mensagens deles não são dirigidas apenas para os membros da Igreja mas para todos os filhos do Pai Celestial no mundo inteiro.

 

terça-feira, 5 de março de 2013

Dispostos e Dignos de Servir





Presidente Thomas S. Monson

São vistos milagres em toda parte quando o sacerdócio é compreendido, quando seu poder é honrado e devidamente utilizado, exercendo-se fé.

Meus amados irmãos, como é bom reunir-nos novamente com vocês. Sempre que assisto à reunião geral do sacerdócio, reflito nos ensinamentos de alguns dos mais nobres líderes de Deus que falaram nas reuniões gerais do sacerdócio da Igreja. Muitos já foram para sua recompensa eterna, mas com o brilhantismo de sua mente, a profundidade de sua alma e o calor de seu coração, eles nos deram orientação inspirada. Compartilharei hoje com vocês alguns dos ensinamentos deles a respeito do sacerdócio.
Do Profeta Joseph Smith: “O Sacerdócio é um princípio eterno e existiu com Deus desde a eternidade e existirá por toda a eternidade, sem princípio de dias ou fim de anos”.1
Com as palavras do Presidente Wilford Woodruff, aprendemos: “O santo sacerdócio é o canal por meio do qual Deus Se comunica e interage com o homem na Terra; e os mensageiros celestes que visitaram a Terra para comunicar-se com o homem são homens que possuíram e honraram o sacerdócio enquanto viveram na carne. E tudo o que Deus ordenou que se fizesse para a salvação do homem desde a vinda do homem à Terra até a redenção do mundo foi e será realizado pela virtude do sacerdócio eterno”.2
O Presidente Joseph F. Smith esclareceu ainda mais: “O sacerdócio é (…) o poder de Deus delegado ao homem pelo qual este pode agir na Terra para a salvação da família humana, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, com legitimidade; sem usurpar essa autoridade, nem tomá-la emprestada de gerações que se foram, mas a autoridade que foi concedida nestes dias em que vivemos pela ministração de anjos e de espíritos do alto, diretamente da presença do Deus Todo-Poderoso”.3
E por fim, do Presidente John Taylor: “O que é sacerdócio? (…) É o governo de Deus, seja na Terra ou no céu; pois todas as coisas na Terra e no céu são governadas por meio dele, de seu poder, decisão e princípios, e é por intermédio desse poder que tudo se sustém. Ele governa tudo, controla tudo, sustenta tudo e está presente em tudo o que tem relação com Deus e com a verdade”.4
Quão abençoados somos por estar aqui nestes últimos dias, quando o sacerdócio de Deus está na Terra. Quão privilegiados somos por ser portadores desse sacerdócio. O sacerdócio não é apenas um dom, mas um encargo de servir, um privilégio de elevar e uma oportunidade de abençoar a vida das pessoas.
Essas oportunidades vêm acompanhadas de responsabilidades e deveres. Amo e valorizo a nobre palavra dever e tudo o que ela implica.
Em vários cargos, em diversas situações, venho assistindo às reuniões do sacerdócio há 72 anos: desde que fui ordenado diácono, aos doze anos de idade. Sem dúvida o tempo passa. O dever acompanha o ritmo dessa marcha. O dever não se obscurece nem diminui. Conflitos catastróficos vêm e vão, mas a guerra travada pela alma dos homens prossegue sem se arrefecer. Como um toque de trombeta chega a palavra do Senhor para todos nós, portadores do sacerdócio do mundo inteiro: “Portanto agora todo homem aprenda seu dever e a agir no ofício para o qual for designado com toda diligência”.5
O chamado ao dever veio para os profetas Adão, Noé, Abraão, Moisés, Samuel e Davi. Veio para o Profeta Joseph Smith e para cada um dos seus sucessores. O chamado ao dever veio ao jovem Néfi quando foi instruído pelo Senhor, por intermédio de seu pai Leí, a voltar a Jerusalém com seus irmãos para obter de Labão as placas de latão. Os irmãos de Néfi reclamaram, dizendo que era uma coisa difícil aquilo que se pedia deles. Qual foi a resposta de Néfi? Ele disse: “Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, porque sei que o Senhor nunca dá ordens aos filhos dos homens sem antes preparar um caminho pelo qual suas ordens possam ser cumpridas”.6
Quando o mesmo chamado vier a nós, qual será nossa resposta? Será que vamos reclamar, como fizeram Lamã e Lemuel, dizendo: “É uma coisa difícil aquilo que nos foi pedido”?7 Ou será que, tal como Néfi, declararemos individualmente: “Eu irei. Eu cumprirei”? Será que estaremos dispostos a servir e a obedecer?
Às vezes, a sabedoria de Deus parece tolice ou simplesmente difícil demais, mas uma das maiores e mais valiosas lições que podemos aprender na mortalidade é que, quando Deus fala e o homem obedece, esse homem está sempre certo.
Quando penso na palavra dever e em como o cumprimento do dever pode enriquecer nossa vida e a de outras pessoas, relembro as palavras escritas por um renomado poeta e escritor:
Eu dormia e sonhava
Que a vida era alegria
Despertei e vi
Que a vida era serviço
Servi, e vi que
O serviço era alegria.8
Robert Louis Stevenson expressou isso de outra forma, dizendo: “Sei o que é a satisfação, porque fiz uma boa obra”.9
Ao cumprirmos nosso dever e exercermos nosso sacerdócio, sentiremos a verdadeira alegria. Vivenciaremos a satisfação de ter concluído nossas tarefas.
Aprendemos os deveres específicos do sacerdócio que temos, seja o Sacerdócio Aarônico ou o de Melquisedeque. Peço que pensem nesses deveres e depois façam tudo a seu alcance para cumpri-los. Para isso, cada um de vocês precisa ser digno. Tenhamos as mãos prontas, limpas e dispostas para poder participar da tarefa de oferecer o que o Pai Celestial deseja que outros recebam Dele. Se não formos dignos, é possível que percamos o poder do sacerdócio; e se o perdermos, teremos perdido a essência da exaltação. Sejamos dignos de servir.
O Presidente Harold B. Lee, um dos maiores professores da Igreja, disse: “Quando um homem se torna portador do sacerdócio, torna-se um agente do Senhor. Ele deve encarar seu chamado verdadeiramente como o serviço do Senhor”.10
Durante a Segunda Guerra Mundial, no início de 1944, aconteceu algo envolvendo o sacerdócio quando os fuzileiros navais dos Estados Unidos tomaram o Atol de Kwajalein, que faz parte das ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, entre a Austrália e o Havaí. O que aconteceu foi relatado por um correspondente que não era membro da Igreja e trabalhava para um jornal do Havaí. Num artigo de jornal de 1944, ele contou o seguinte, explicando que ele e outros correspondentes estavam na segunda leva que seguia atrás dos fuzileiros navais, no Atol de Kwajalein. Ao avançarem, viram um jovem fuzileiro boiando com o rosto para baixo, sem dúvida, gravemente ferido. A água rasa ao seu redor estava vermelha de sangue. Então, viram outro fuzileiro se movendo na direção do camarada ferido. O segundo fuzileiro também estava ferido, com o braço esquerdo pendente sem forças ao seu lado. Ele ergueu a cabeça do que estava flutuando na água para impedir que se afogasse. Com pânico na voz gritou por socorro. Os correspondentes olharam novamente para o rapaz que ele segurava e gritaram: “Filho, não há nada que possamos fazer por esse rapaz”.
“Então”, escreveu o correspondente, “vi algo que jamais tinha visto antes”. Aquele rapaz, ele próprio muito ferido, arrastou-se até a praia levando o corpo aparentemente inerte de seu companheiro. Ele “colocou a cabeça do companheiro sobre os joelhos. (…) Que cena extraordinária — aqueles dois rapazes mortalmente feridos — ambos (…) puros e de excelente aparência, mesmo naquela situação agonizante. O rapaz abaixou a cabeça sobre o outro e disse: ‘Eu te ordeno, em nome de Jesus Cristo e pelo poder do sacerdócio, que permaneças vivo até que eu consiga socorro médico’”. O correspondente concluiu seu artigo, dizendo: “Nós três [os dois fuzileiros e eu], estamos aqui no hospital. Os médicos não sabem [como ele conseguiu sobreviver], mas eu sei”.11
São vistos milagres em toda parte quando o sacerdócio é compreendido, quando seu poder é honrado e devidamente utilizado, exercendo-se fé. Quando a fé substitui a dúvida, quando o serviço abnegado elimina o empenho egoísta, o poder de Deus leva a efeito Seus propósitos.
O chamado ao dever pode vir sem alarde, quando nós que portamos o sacerdócio atendermos às designações que recebermos. O Presidente George Albert Smith, aquele líder modesto porém muito eficaz, declarou: “É nosso dever, acima de tudo, saber o que o Senhor deseja e, então, pelo poder e pela força de Seu santo Sacerdócio, magnificar [de tal maneira] nosso chamado na presença de nossos companheiros (…) de modo que as pessoas tenham alegria em seguir-nos”.12
Recebi um desses chamados ao dever — bem menos dramático, mas que também ajudou a salvar uma alma — em 1950, quando eu havia recentemente sido chamado bispo. Tinha muitas responsabilidades nesse cargo e tentava fazer o melhor que podia para realizar tudo o que me era exigido. Os Estados Unidos travavam outra guerra na época. Como muitos de nossos membros serviam nas forças armadas, todos os bispos receberam da sede da Igreja a designação de providenciar uma assinatura do jornal Church News e da revista Improvement Era, a revista da Igreja na época, para todos os militares. Além disso, foi pedido a cada bispo que escrevesse mensalmente uma carta pessoal a cada militar de sua ala. Nossa ala tinha 23 homens nas forças armadas. Os quóruns do sacerdócio, com grande esforço, forneceram os fundos para as assinaturas das publicações. Assumi a tarefa, sim, o dever, de escrever 23 cartas pessoais a cada mês. Após todos esses anos, ainda tenho cópias de muitas das minhas cartas e das respostas que recebi. As lágrimas me afloram facilmente quando releio essas cartas. É uma alegria ver novamente a determinação de um soldado em viver o evangelho, a decisão de um marinheiro de manter a fé com sua família.
Certa noite, entreguei a uma irmã da ala o maço com as 23 cartas daquele mês. O encargo dela era enviar a correspondência e manter atualizada a lista de endereços que estava sempre mudando. Ela olhou para um dos envelopes e, com um sorriso, perguntou: “Bispo, você não fica desanimado? Aqui está outra carta para o irmão Bryson. É a décima sétima carta que você envia a ele, sem receber resposta”.
Respondi: “Bem, pode ser que ele responda este mês”. Acontece que aquele foi o mês em que ele, pela primeira vez, respondeu a minha carta. Sua resposta foi um tesouro para ser guardado. Ele servia numa praia distante e sentia-se isolado, solitário e com saudades de casa. Ele escreveu: “Querido bispo, não sou muito de escrever cartas”. (Eu poderia ter dito isso a ele vários meses antes.) A carta prosseguia: “Obrigado pelo Church News e pelas revistas, mas acima de tudo, obrigado por suas cartas pessoais. Fiz um grande progresso em minha vida. Fui ordenado sacerdote no Sacerdócio Aarônico. Sinto o coração cheio. Sou um homem feliz”.
O irmão Bryson não ficou mais feliz do que o bispo dele. Descobri a aplicação prática do ditado: “Faça o [seu] dever, é o melhor a fazer; deixe o restante com [o] Senhor”.13
Anos mais tarde, quando frequentava a estaca Salt Lake Cottonwood, na época em que James E. Faust servia como presidente, relatei o ocorrido para incentivar a atenção dada a nossos militares. Depois da reunião, um rapaz de boa aparência me procurou. Apertou-me a mão e perguntou: “Bispo Monson, lembra-se de mim?”
De repente, percebi quem era ele. “Irmão Bryson!” exclamei. “Como vai? O que está fazendo na Igreja?”
Com emoção e visível orgulho, ele respondeu: “Vou muito bem. Sirvo na presidência de meu quórum de élderes. Obrigado novamente por sua preocupação comigo e pelas cartas pessoais que me enviou e que ainda guardo com carinho”.
Irmãos, o mundo precisa de nossa ajuda. Será que estamos fazendo tudo o que devemos? Será que nos lembramos das palavras do Presidente John Taylor: “Caso não cumpram o seu chamado honrosamente, Deus os considera responsáveis pelas pessoas a quem poderiam ter salvado se houvessem feito a sua obrigação”?14 Há pés que precisam ser firmados, mãos para segurar, mentes para incentivar, corações para inspirar e almas para salvar. As bênçãos da eternidade nos aguardam. Temos o privilégio de não ser apenas espectadores, mas participantes no palco do serviço no sacerdócio. Atendamos ao lembrete encontrado na Epístola de Tiago: “Sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos”.15
Aprendamos nosso dever e pensemos nele. Estejamos dispostos e dignos para servir. No cumprimento de nosso dever, sigamos os passos do Mestre. À medida que trilharmos o caminho que Jesus seguiu, descobriremos que Ele foi mais do que o infante de Belém, mais do que o filho do carpinteiro, mais do que o maior mestre que já viveu. Viremos a conhecê-Lo como o Filho de Deus, nosso Salvador e nosso Redentor. Quando a Ele veio o chamado ao dever, respondeu: “Pai, faça-se a tua vontade e seja tua a glória para sempre”.16 Que cada um de nós faça o mesmo, é minha oração, em Seu santo nome, o nome de Jesus Cristo, o Senhor. Amém.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ajudá-los a Estabelecer Metas Elevadas


Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência


Henry B. Eyring
Com sua orientação, aqueles que vocês lideram serão capazes de ver que podem atingir seu pleno potencial para o serviço no reino de Deus, de querer e de desejar atingi-lo.
Sou muito grato pela oportunidade de estar nesta grande reunião do sacerdócio, por ter ouvido esses ensinamentos e testemunhos maravilhosos. Lembrei-me de minha própria experiência. Quase tudo o que fui capaz de realizar como portador do sacerdócio foi por causa das pessoas que me conheceram e viram em mim coisas que eu não conseguia ver.
Quando eu era um jovem pai, orei para saber quais contribuições meus filhos poderiam fazer no reino do Senhor. Para os meninos, eu sabia que eles poderiam ter oportunidades do sacerdócio. Para as meninas, eu sabia que elas prestariam serviço representando o Senhor. Todos estariam fazendo a obra Dele. Eu sabia que cada um deles era um indivíduo e, portanto, o Senhor lhes daria dons específicos para cada um usar a serviço Dele.
Não posso dizer a cada pai e a cada líder de jovens quais são os detalhes do que é melhor para vocês fazerem. Mas posso prometer-lhes que terão a bênção de ajudá-los a reconhecer os dons espirituais com os quais nasceram. Toda pessoa é diferente e tem uma contribuição diferente a fazer. Ninguém está destinado a fracassar. Ao buscarem a revelação para ver os dons que Deus vê naqueles a quem vocês lideram no sacerdócio, em especial os jovens, vocês terão a bênção de ampliar a visão deles para o serviço que eles podem desempenhar. Com sua orientação, aqueles que vocês lideram serão capazes de ver que podem atingir seu pleno potencial para o serviço no reino de Deus, de querer e de desejar atingi-lo.
No caso de meus próprios filhos, orei por revelação para saber como poderia ajudar cada um deles individualmente a preparar-se para suas oportunidades específicas de servir a Deus. Depois, procurei ajudá-los a visualizar, a esperar e a trabalhar por esse futuro. Entalhei um quadro para cada filho com uma citação das escrituras que descrevia seus dons especiais e uma imagem que representava esse dom. Embaixo da gravura e da legenda, entalhei as datas do batismo e da ordenação aos ofícios do sacerdócio de cada rapaz, com a altura que tinham na data de cada marco da vida deles.
Vou descrever os quadros que entalhei para cada filho para ajudá-lo a ver seus dons espirituais e com o que ele podia contribuir para a obra do Senhor. Vocês podem ser inspirados a reconhecer, como eu, os dons específicos e as oportunidades exclusivas de cada um dos jovens que vocês amam e lideram.
Quando meu filho mais velho se tornou diácono e um escoteiro da pátria, a gravura de uma águia me veio à mente quando pensei nele e em seu futuro. Estávamos morando em Idaho, perto do sopé do monte South Teton, onde fazíamos caminhadas e observávamos as águias voando. Aquela imagem em minha mente deu-me o sentimento das palavras de Isaías:
“Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão;
Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão”.1
Na verdade, com esse filho mais velho, havíamos interrompido nossa caminhada antes de chegar ao topo do monte South Teton porque meu filho ficou cansado e quis parar. Ele disse: “Será que sempre lamentarei por não termos chegado ao topo? Pai, vá em frente, não quero que você fique decepcionado”.
Respondi: “Nunca ficarei decepcionado, e você não vai lamentar. Sempre nos lembraremos de termos subido até aqui juntos”. No alto do quadro dele, entalhei uma águia e a inscrição “Nas Asas das Águias”.
Com o passar dos anos, meu filho voou mais alto como missionário do que eu jamais imaginara. Nos desafios do campo missionário, alguns dos que ele enfrentou pareciam estar além de sua capacidade. Para o rapaz que vocês encorajam, pode acontecer, como foi para meu filho, que o Senhor o eleve ainda mais alto do que eu achava possível ao pregar o evangelho em um idioma difícil. Se procurarem fazer com que cada jovem sinta suas possibilidades no sacerdócio, prometo que o Senhor vai dizer-lhes tudo o que lhes for necessário. O rapaz pode ter um potencial até maior do que o Senhor vai revelar a vocês. Ajudem-no a estabelecer metas elevadas.
O rapaz que vocês encorajam pode parecer tímido demais para ser um vigoroso servo no sacerdócio. Um de meus outros filhos era tão tímido, quando pequeno, que não conseguia entrar em uma loja e falar com o atendente. Ficava com muito medo. Preocupei-me ao orar pelo seu futuro no sacerdócio. Eu o imaginava no campo missionário — o que não parecia muito promissor. Fui conduzido a uma escritura em Provérbios: “Os ímpios fogem sem que haja ninguém a persegui-los; mas os justos são ousados como um leão”.2
Entalhei “Ousado como um Leão” no quadro dele, colocando embaixo a imagem da cabeça de um leão rugindo. Em sua missão e nos anos que se seguiram, ele cumpriu a esperança do que entalhei. Meu filho antes tímido pregou o evangelho com grande convicção e enfrentou perigos com bravura. Foi magnificado em suas responsabilidades para representar o Senhor.
Isso pode acontecer com o rapaz que vocês estão liderando. Vocês precisam edificar a fé que ele tem para que o Senhor possa transformá-lo em um servo mais corajoso do que o rapaz tímido que vocês agora veem.
Sabemos que o Senhor faz com que Seus servos sejam destemidos. Joseph, o rapaz que viu Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo, em um bosque, foi transformado num gigante espiritual. Parley P. Pratt percebeu isso quando o Profeta Joseph Smith repreendeu os guardas iníquos que os mantinham cativos. O Élder Pratt escreveu:
“De repente, ele se ergueu e falou com a voz de trovão, como um leão a rugir, proferindo, pelo que me lembro, as seguintes palavras:
‘CALEM-SEdemônios do abismo infernalEm nome de Jesus Cristo eu os repreendo e ordeno que se calem; não viverei nem mais um minuto ouvindo esse tipo de linguagemParem com essa conversa, ou vocês ou eu morreremos NESTE INSTANTE!’”
A respeito desse ocorrido, o Élder Pratt escreveu: “Dignidade e majestade vi apenas uma vez: num homem acorrentado, à meia-noite, numa masmorra, numa obscura cidadezinha do Estado do Missouri”.3
O Senhor dará oportunidades a Seus servos justos para que sejam destemidos como leões, quando falarem em Seu nome e testemunharem em Seu sacerdócio.
Outro filho, desde menino, tinha um grande círculo de amigos que com frequência procuravam sua companhia. Ele tinha facilidade em fazer amizade com as pessoas. Ao orar e tentar prever sua contribuição no reino de Deus, senti que ele teria o poder de reunir as pessoas em amor e união.
Isso me conduziu ao relato encontrado em Doutrina e Convênios que descreve o trabalho dos élderes do sacerdócio para edificar Sião no Missouri e o louvor dos anjos que viram os esforços e a contribuição deles. Isso exigiu grande sacrifício. A revelação em Doutrina e Convênios declara: “Não obstante, bem-aventurados sois, porque o testemunho que prestastes está registrado no céu para ser visto pelos anjos; e eles se regozijam por vós e vossos pecados vos são perdoados”.4
No quadro do meu filho, entalhei: “Anjos Se Regozijam por Você”.
A grande habilidade que aquele filho tinha de reunir e influenciar pessoas se estendeu para além de seus anos na escola. Com seus colegas portadores do sacerdócio, ele organizou atividades de estaca que deram aos jovens de sua região a fé para suportar e até superar situações difíceis. Ao edificar a fé naqueles rapazes e naquelas moças, ele ajudou a edificar baluartes de Sião nos centros urbanos da América. No quadro, entalhei os anjos tocando trombetas, que talvez não seja exatamente como eles fizeram, mas era mais fácil entalhar uma trombeta do que um brado.
Os anjos se regozijam quando os líderes do sacerdócio do mundo inteiro edificam Sião em suas alas, estacas e missões. E vão regozijar-se pelos rapazes e pelas moças que vocês ajudam ao edificar Sião onde quer que estejam e em quaisquer situações que se encontrem. Sião é o resultado de pessoas ligadas por convênio e amor. Convido vocês a ajudar seus jovens a se unirem.
Para um de meus filhos, fui inspirado a entalhar um sol — um sol no céu — e as palavras da oração intercessória do Salvador: “A Vida Eterna É Esta”. Quase no fim de Seu ministério mortal, o Salvador orou a Seu Pai:
“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer”.5
Meu filho prestou serviço do sacerdócio em três continentes, porém mais importante, em sua casa e em meio a sua família. Ele edificou sua vida em redor deles. Trabalha perto de casa e com frequência volta para se reunir com a esposa e os filhinhos na hora do almoço. A família dele mora bem perto da minha casa. Eles cuidam de nosso quintal como se fosse o deles. Esse filho está vivendo não apenas para qualificar-se para a vida eterna, mas também para viver eternamente rodeado de familiares gratos os quais ele está reunindo a sua volta.
A vida eterna é viver em união, nas famílias, com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A vida eterna somente é possível por meio das chaves do sacerdócio de Deus, que foram restauradas por intermédio do Profeta Joseph Smith. Mostrar essa meta eterna para os jovens que vocês lideram é a maior dádiva que vocês podem conceder a eles. Vocês fazem isso principalmente pelo exemplo em sua própria família. Aqueles que vocês lideram talvez não tenham a família na Igreja, mas convido vocês a ajudá-los a sentir e desejar o amor da família em ambos os lados do véu.
Os quadros que descrevi são apenas um meio de ajudar os jovens a terem um vislumbre da grandiosidade que Deus vê neles, no futuro deles e no serviço especial que Ele os preparou para realizar. Ele vai ajudá-los a ver como fazer isso por seus filhos e por outros jovens. Mas, ao buscarem em espírito de oração visualizar por si mesmos esse futuro e comunicá-lo ao jovem, um a um, vocês saberão que Deus ama cada um de Seus filhos, individualmente, e vê dons grandiosos e especiais em cada um deles.
Como pai, tive a bênção de ver um grande futuro no reino de Deus para minhas filhas, assim como para meus filhos. Quando busquei orientação em espírito de oração, foi-me mostrado um meio de ajudar minhas filhas a reconhecer a confiança que Deus depositara nelas como servas que podiam edificar Seu reino.
Quando minhas filhas eram jovens, vi que podia ajudá-las a sentir o amor daqueles que estão além do véu, ao longo das gerações. Eu sabia que o serviço gera amor e inspira esperança de vida eterna.
Por isso entalhei bandejas de pão nas quais colocamos um pão feito em casa e fomos juntos entregá-los a viúvas, viúvos e famílias. A legenda que entalhei em cada uma daquelas bandejas de pão dizia: “J’aime et J’espere”, que em francês significa “Amo e espero”. A evidência de seus dons espirituais especiais apareceu não apenas nas bandejas que entalhei, porém com mais clareza quando as entregamos para aqueles que necessitavam, em meio à dor ou à perda, da confirmação de que o amor do Salvador e Sua Expiação poderiam produzir um perfeito resplendor de esperança. Essa é a vida eterna, para minhas filhas, e para cada um de nós.
Vocês podem estar pensando: “Irmão Eyring, você está dizendo que tenho que aprender a entalhar madeira?” A resposta é não. Aprendi a entalhar apenas com a ajuda de um bondoso e talentoso mentor, o Élder Boyd K. Packer. O pouco que sei pode ser atribuído ao grande talento que ele tem para esculpir e sua paciência como professor. Somente o céu pode prover um mentor assim como o Presidente Packer. Mas há muitas maneiras pelas quais vocês podem moldar o coração de seus filhos, sem ter de entalhar quadros de madeira para eles.
Por exemplo: as novas tecnologias de comunicação permitem o compartilhamento de mensagens de fé e esperança entre as distâncias que nos separam, instantaneamente e com pouco ou nenhum gasto. Minha mulher me ajuda a fazer isso. Começamos falando por telefone com os filhos e os netos com os quais conseguimos. Pedimos que contem suas histórias de sucesso pessoal ou de serviço prestado por eles. Também os convidamos a enviar fotos dessas atividades. Usamos essas fotos para ilustrar alguns parágrafos de texto. Acrescentamos um ou dois versículos do Livro de Mórmon. Talvez Néfi e Mórmon não ficassem muito impressionados com a qualidade espiritual de nosso conteúdo ou do esforço reduzido para criar o que chamamos de “O Diário da Família: As Placas Menores”. Mas minha mulher e eu somos abençoados por esse esforço. Sentimos inspirados ao selecionar as passagens de escritura e as breves mensagens de testemunho que escrevemos. E vemos a evidência na vida de nossos netos de que seu coração se volta para nós e para o Salvador.
Há outras maneiras de influenciar as pessoas. Vocês já usam muitas dessas maneiras. Seus hábitos de oração familiar e leitura das escrituras vão criar lembranças mais duradouras e maiores mudanças no coração do que se dão conta hoje. Até atividades aparentemente seculares, como assistir a um evento esportivo ou ver um filme no cinema, podem moldar o coração de um filho. O que importa não é a atividade, mas os sentimentos que surgem quando vocês fazem isso. Descobri um bom teste para identificar atividades com o potencial para fazer uma grande diferença na vida de um jovem. É quando eles sugerem a atividade devido a um interesse que sentem e que lhes foi concedido como dom de Deus. Sei por experiência própria que isso é possível.
Quando me tornei diácono, aos doze anos, morávamos em Nova Jersey, a 80 quilômetros da Cidade de Nova York. Eu sonhava em me tornar um grande jogador de beisebol. Meu pai concordou em levar-me para ver um jogo disputado no velho e lendário estádio Yankee, no Bronx. Ainda posso ver o bastão de Joe DiMaggio rebater uma bola para o centro do campo, com meu pai sentado a meu lado, a única vez em que fomos assistir juntos a um jogo importante de beisebol.
Porém, passar mais um dia com meu pai moldou minha vida para sempre. Ele levou-me de Nova Jersey até a casa de um patriarca ordenado, em Salt Lake City. Eu nunca o tinha visto antes. Meu pai me deixou junto à porta dele. O patriarca me levou até uma cadeira, colocou as mãos sobre minha cabeça e proferiu uma bênção como um dom de Deus que incluía uma declaração do grande desejo de meu coração.
Ele disse que eu seria um daqueles de quem foi dito: “Bem-aventurados os pacificadores”.6 Fiquei tão surpreso que aquele homem totalmente desconhecido conhecesse meu coração, que abri os olhos para ver a sala na qual aquele milagre estava acontecendo. Aquela bênção descrevendo minhas possibilidades moldou minha vida, meu casamento e meu serviço no sacerdócio.
A partir daquela experiência pessoal e do que se seguiu, posso testificar: “Pois a todos não são dados todos os dons; pois há muitos dons e a cada homem é dado um dom pelo Espírito de Deus”.7
Pelo fato de o Senhor ter-me revelado um dom, pude reconhecer e preparar-me para oportunidades de exercê-lo para abençoar aqueles a quem amo e sirvo.
Deus conhece nossos dons. Meu desafio para vocês e para mim é orar para conhecer os dons que nos foram dados, para saber como desenvolvê-los e para reconhecer as oportunidades que Deus nos concede de servir ao próximo. Acima de tudo, oro para que sejam inspirados a ajudar outros a descobrir os dons divinos que eles têm para servir.
Prometo que se pedirem, terão a bênção de ajudar e elevar outros a seu pleno potencial no serviço daqueles que eles lideram e amam. Testifico que Deus vive, Jesus é o Cristo, esse é o sacerdócio de Deus, o qual Ele porta, e Deus nos preparou com dons especiais para servi-Lo além de nossas mais ternas esperanças. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Experiências Especiais


Elder Ronald A. Rasband
Da Presidência dos Setenta
Nossa jornada na vida nos proporciona muitas experiências especiais que se tornam blocos de sustentação para nossa fé e testemunho.
Élder Ronald A. RasbandGostaria de prestar também meu testemunho e testificar, neste dia especial, que o Presidente Thomas S. Monson é o profeta do Senhor na Terra. Agradeço o privilégio de falar em uma conferência geral.
Sou grato, como vocês, pela experiência que temos nesta conferência histórica de apoiar, de maneira disciplinada e padronizada, o nosso novo profeta, a Primeira Presidência e os demais líderes da Igreja.
Esse tipo de experiência fortalece nosso testemunho e aumenta nossa fé no conhecimento de que esta é realmente a Igreja verdadeira e viva do Senhor.
Nossa jornada na vida nos proporciona muitas experiências especiais que se tornam blocos de sustentação para a nossa fé e testemunho. Essas experiências chegam a nós das mais variadas formas e em épocas imprevisíveis. Podem ser eventos marcantes e espirituais ou momentos esclarecedores. Algumas experiências virão na forma de grandes desafios e provações difíceis que testam nossa capacidade de lidar com eles. Qualquer que seja a experiência, cada uma nos proporciona a chance de crescer espiritualmente, adquirir mais sabedoria e, em muitos casos, servir aos outros com mais empatia e amor. Como declarou o Senhor ao Profeta Joseph Smith para restaurar-lhe a confiança durante um dos seus momentos de provação mais significativos na cadeia de Liberty: “Todas essas coisas te servirão de experiência e serão para o teu bem” (D&C 122:7).
À medida que as experiências se acumulam em nossa vida, elas fortalecem e apóiam umas às outras. Assim como os blocos de cimento em nossa casa sustentam o restante da estrutura, também nossas experiências pessoais tornam-se blocos de sustentação para nosso testemunho e aumentam nossa fé em Jesus Cristo.
Esta sessão da conferência ilustra o valor de uma vida cheia de experiências. Ao seguirmos os sábios conselhos de nossos líderes e nos maravilharmos com seus ensinamentos e espírito, seria de se admirar que o Senhor escolhesse Seu apóstolo mais antigo, após anos de preparação, para tornar-se Seu profeta?
Minha bênção patriarcal diz que eu teria experiências especiais que fortaleceriam meu próprio testemunho. Irmãos e irmãs, pensem nas experiências especiais com as quais foram abençoados na vida e que lhes trouxeram convicção e alegria ao coração. Lembram-se de quando sentiram pela primeira vez que Joseph Smith era o Profeta da Restauração escolhido por Deus? Lembram-se de quando aceitaram o desafio de Morôni e compreenderam que o Livro de Mórmon era realmente um outro testamento de Jesus Cristo? Lembram-se de quando receberam uma resposta a uma oração fervorosa e perceberam que o Pai Celestial conhece vocês pessoalmente e os amam? Ao refletirem sobre essas experiências especiais, isso não lhes despertam gratidão e força de vontade para seguir em frente com fé e determinação renovadas?
Não muito tempo atrás, minha mulher e eu tivemos uma experiência que jamais esqueceremos. Fui chamado para presidir duas conferências de estaca no Peru. Durante nossa estada, fomos à cidade de Puno, no alto dos Andes, às margens do Lago Titicaca. A 12.000 pés (3.600m) acima do nível do mar, ficamos fascinados pela simplicidade e beleza da cidade a essa altitude, junto ao lago andino. Reunimo-nos com os presidentes de estaca da área e tivemos um maravilhoso serão para a juventude com centenas de jovens da área de Puno.
Certa manhã, fomos convidados a visitar um pequeno grupo de membros que vivia nas ilhas flutuantes de junco do Lago Titicaca. As pessoas que vivem nesses locais são conhecidas como os índios Uros da Bolívia e do Peru.
Soubemos que um pequeno grupo de famílias da Igreja havia-se reunido para construir sua própria pequena ilha flutuante. Ficamos entusiasmados e fomos de barco até a ilha, onde fomos saudados calorosamente por esses membros maravilhosos.
Seguramos seus bebês enrolados nos mais lindos cobertores coloridos feitos à mão. Comemos o peixe que haviam pescado naquele mesmo dia no lago, preparado com todo o cuidado e servido generosamente. Vimos seus utensílios e artesanatos e trocamos presentes.
Em nossa visita, soubemos que os seus filhos tinham que remar 45 minutos, ida e volta, para ir à escola e ao seminário em Puno todos os dias. Também ficamos felizes porque aqueles membros conheciam bem as escrituras, compreendiam e amavam-nas. Eles nos mostraram com entusiasmo sua recomendação para o templo, pois tinham recebido sua investidura e tinham sido selados no Templo de Cochabamba Bolívia.
Antes de irmos embora, uma mãe perguntou se poderíamos ajoelhar-nos com eles para fazer uma oração familiar. Lembro-me de quando nos ajoelhamos nos juncos macios com aqueles santos fiéis. Aos nos ajoelharmos, a mãe pediu-me que fizesse uma oração para dedicar a nova ilha e a casa pelo poder do Sacerdócio de Melquisedeque.
Senti-me profundamente humilde naquela ilha de juncos flutuantes no Lago Titicaca, com as famílias de fiéis santos dos últimos dias, e por ter sido convidado a fazer uma oração pela pequena Ilha de Apu Inti pedindo ao Senhor que abençoasse a casa da família Lujano e a da família Jallahui.
Ao pensar nessa experiência especial com a qual o Senhor nos abençoou, sei que um novo bloco de sustentação foi acrescentado a minha casa da fé. Penso muito nessa experiência em Puno como outro lembrete de que minha bênção patriarcal está sendo cumprida.
No prefácio de Doutrina e Convênios, escrito em 1831, prevendo a expansão da obra do Senhor em nossos dias, o Senhor revelou:
“Que todo homem, porém, fale em nome de Deus, o Senhor, sim, o Salvador do mundo;
Para que a fé também aumente na Terra;
Para que o meu eterno convênio seja estabelecido;
Para que a plenitude do meu evangelho seja proclamada pelos fracos e pelos simples aos confins da Terra” (D&C 1:20–23).
Irmãos e irmãs, os membros da Igreja, fracos e simples , como vocês e eu, estão levando o evangelho até os confins da Terra, a Puno, Peru, e a outros lugares distantes. A fé cresce entre o povo do convênio de Deus, e acredito que, tendo um tesouro pessoal de experiências ricas como essas, podemos aumentar a fé de cada um de nós.
O Presidente Monson disse: “[O Senhor ordenará]. E aos que Lhe obedecerem, quer sejam pessoas sábias ou simples, Ele Se revelará no trabalho árduo, nos conflitos e nos sofrimentos pelos quais passarem ao se ligarem a Ele e (…) aprenderão por sua própria experiência quem Ele é” (“A Maneira do Mestre”, A Liahona, janeiro de 2003, p. 7; citando Albert Schweitzer, The Quest of the Historical Jesus [1948], p. 401; grifo do autor).
Nesta época de intrusões mundanas em nossa vida, em que as provações e dificuldades parecem-nos engolfar, lembremo-nos de nossas próprias experiências espirituais e especiais. Esses blocos de sustentação de nossa fé nos trarão a convicção e a segurança de um Pai Celestial zeloso e amoroso, de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e de Sua Igreja restaurada, verdadeira e viva. Disso testifico, em nome de Jesus Cristo. Amém.