sábado, 27 de março de 2010

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segunda-feira, 8 de março de 2010

A Família: Proclamação ao Mundo

A Primeira Presidência e o Conselho dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Nós, a Primeira Presidência e o Conselho dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, solenemente proclamamos que o casamento entre homem e mulher foi ordenado por Deus e que a família é essencial ao plano do Criador para o destino eterno de Seus filhos.

Todos os seres humanos - homem e mulher - foram criados à imagem de Deus.Cada indivíduo é um filho (ou filha) gerado em espírito por pais celestiais que o amam e, como tal, possui natureza e destino divinos.O sexo (masculino ou feminino) é uma característica essencial da identidade e do propósito pré-mortal, mortal e eterno de cada um.

Na esfera pré-mortal, os filhos e filhas que foram gerados em espírito conheciam e adoravam a Deus como seu Pai Eterno e aceitaram Seu plano, segundo o qual Seus filhos poderiam obter um corpo físico e adquirir experiência terrena a fim de progredirem rumo à perfeição, terminando por alcançar seu destino divino como herdeiros da vida eterna.O plano divino de felicidade permite que os relacionamentos familiares sejam perpetuados além da morte.As ordenanças e os convênios sagrados dos templos santos permitem que as pessoas retornem à presença de Deus e que as famílias sejam unidas para sempre.

O primeiro mandamento dado a Adão e Eva por Deus referia-se ao potencial de tornarem-se pais, na condição de marido e mulher.Declaramos que o mandamento dado por Deus a Seus filhos, de multiplicarem-se e encherem a Terra, continua em vigor.Declaramos também que Deus ordenou que os poderes sagrados de procriação sejam empregados somente entre homem e mulher, legalmente casados.

Declaramos que o meio pelo qual a vida mortal é criada foi estabelecido por Deus. Afirmamos a santidade da vida e sua importância no plano eterno de Deus.

O marido e a mulher têm a solene responsabilidade de amar-se mutuamente e amar os filhos, e de cuidar um do outro e dos filhos."Os filhos são herança do Senhor." (Salmos 127:3)Os pais têm o sagrado dever de criar os filhos com amor e retidão, atender a suas necessidades físicas e espirituais, ensiná-los a amar e servir uns aos outros, guardar os mandamentos de Deus e ser cidadãos cumpridores da lei, onde quer que morem.O marido e a mulher - o pai e a mãe - serão considerados responsáveis perante Deus pelo cumprimento dessas obrigações.

A família foi ordenada por Deus.O casamento entre o homem e a mulher é essencial para Seu plano eterno.Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por pai e mãe que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade.A felicidade na vida familiar é mais provável de ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo.O casamento e a família bem sucedidos são estabelecidos e mantidos sob os princípios da fé, da oração, do arrependimento, do respeito, do amor, da compaixão, do trabalho e de atividades recreativas salutares.Segundo o modelo divino, o pai deve presidir a família com amor e retidão, tendo a responsabilidade de atender às necessidades de seus familiares e de protegê-los.A responsabilidade primordial da mãe é cuidar dos filhos.Nessas atribuições sagradas, o pai e a mãe têm a obrigação de ajudar-se mutuamente, como parceiros iguais.Enfermidades, falecimentos ou outras circunstâncias podem exigir adaptações específicas. Outros parentes devem oferecer ajuda quando necessário.

Advertimos que as pessoas que violam os convênios de castidade, que maltratam o cônjuge ou os filhos, ou que deixam de cumprir suas responsabilidades familiares, deverão um dia responder perante Deus pelo cumprimento dessas obrigações.Advertimos também que a desintegração da família fará recair sobre pessoas, comunidades e nações as calamidades preditas pelos profetas antigos e modernos.

Conclamamos os cidadãos e governantes responsáveis de todo o mundo a promoverem as medidas designadas para manter e fortalecer a família como a unidade fundamental da sociedade.

Essa proclamção foi lida pelo Presidente Gordon B. Hinckley como parte de sua mensagem na Reunião Geral da Sociedade de Socorro, realizada no dia 23 de setembro de 1995, em Salt Lake City, Utah.

“Eu Irei e Cumprirei" - Por Élder Carlos A. Godoy

Élder Carlos A. Godoy - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Dezembro/2009)


Quando nossos filhos eram pequenos, cada um deles tinha um hino da Primária preferido. Lembro que, ao fazermos nossas reuniões familiares, um ou outro desses hinos tinha de ser cantado para que a reunião fosse considerada uma “reunião verdadeira”. O tempo passou e, agora, com os filhos mais crescidos, esses hinos já não fazem parte da agenda de nossas reuniões, mas a mensagem de cada um deles acabou-se tornando parte de nossa história.

Um destes hinos, em particular, tem uma mensagem muito atual, independentemente de nossa idade ou da organização a que pertençamos. É o hino chamado “Néfi Era Valente” (Músicas para Crianças, p. 64). Era o preferido de nosso filho mais velho que, com seus cinco ou seis anos, cantava animado, pulando como se fosse um bravo guerreiro pronto para a guerra.

Trata-se de um hino muito fácil de cantar mas, algumas vezes, suas palavras não são tão fáceis de colocarmos em prática: “Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, pois sei que um meio vai prover que eu possa obedecer”.

Nossos chamados são um bom teste para essa mensagem. Quem já não ficou em dúvida quanto a sua capacidade, ou mesmo com falta de desejo de cumprir um chamado recebido? Não posso negar que a designação que recebi no ano passado para servir na Presidência de Área do Peru e Bolívia foi — para mim e para minha família — um bom teste da pequena e profunda frase “eu irei e cumprirei”. O retorno ao Brasil, apesar de aqui ser a nossa casa, também não foi mais fácil do que a ida. Amamos servir e conviver com aquele povo tão querido.

Servir onde, quando e da maneira que o Senhor quer de nós sempre será um bom teste de nossa fidelidade. Isso pode acontecer em diferentes situações: ser chamado para a missão; receber uma responsabilidade que não era da nossa preferência; trabalhar ao lado de quem não conhecemos; servir sob a direção de outro líder chamado em vez de um amigo nosso; aceitar uma designação que consideramos muito difícil, e assim por diante. Todas são situações nas quais podemos dar vida à letra do hino: “Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, pois sei que um meio vai prover que eu possa obedecer”.

Uma boa maneira de vencer esse desafio de obediência e fidelidade é fazer como Néfi fez: ele simplesmente foi. Mesmo sem saber ao certo o que ia fazer ou como venceria, ele foi, confiando que, no caminho, o Senhor lhe mostraria um meio. “E fui conduzido pelo Espírito, não sabendo de antemão o que deveria fazer. Não obstante, segui em frente (…)” (1 Néfi 4: 6-7).

Néfi seguiu em frente, mesmo tendo ao lado seus irmãos murmurando e prontos para desistir. “Mas eis que eu lhes disse: Assim como vive o Senhor e vivemos nós, não desceremos para o deserto onde está o nosso pai até havermos cumprido o que o Senhor nos ordenou” (1 Néfi 3: 15).

Ao aceitarmos o desafio de seguir adiante, mesmo sem entender todos os porquês, mostramos ao Senhor a nossa fé e confiança em Sua ajuda. Mostramos também a nossa obediência em servi-Lo onde, como ou quando Ele desejar. Tornamo-nos um pouco mais como Néfi, um instrumento nas mãos do Senhor para realizar a Sua obra.

“Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, pois sei que um meio vai prover que eu possa obedecer” são palavras inspiradas. Oro para que esse hino, cantado de maneira tão animada por nossos filhos na Primária ganhe vida em nosso cotidiano e traga todas as experiências que o Senhor tem preparado para cada um de nós, Seus filhos.