terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Fim de Que Saibas

Élder Stanley G. Ellis - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Abril/2008)

Élder Stanley G. Ellis

Um dos maiores desejos do Salvador em relação a nós é que saibamos: que ganhemos um testemunho pessoal Dele, de Sua Igreja, e desta obra dos últimos dias. Um exemplo marcante disso foi Seu convite às pessoas que O receberam próximo ao templo em Abundância, logo que Ele apareceu nas Américas como o Senhor ressurreto. Ele disse: “Levantai-vos e aproximai-vos de mim, para que possais meter as mãos no meu lado e também apalpar as marcas dos cravos em minhas mãos e em meus pés, a fim de que saibais que eu sou o Deus de Israel e o Deus de toda a Terra e fui morto pelos pecados do mundo” (3 Néfi 11:14; grifo do autor).

De fato, “a multidão se adiantou e meteu as mãos no seu lado e apalpou as marcas dos cravos em suas mãos e seus pés; e isto fizeram, adiantando-se um por um, até que todos viram com os próprios olhos, apalparam com as mãos e souberam com toda a certeza, testemunhando que ele era aquele sobre quem os profetas escreveram que haveria de vir” (3 Néfi 11:15).

Mais tarde, fomos informados de que aquela multidão era formada por cerca de 2.500 pessoas (3 Néfi 17:25). Que esforço físico pessoal impressionante Ele fez para que eles pudessem saber!

Como podemos saber
Durante Seu ministério na Palestina, Ele nos ensinou várias maneiras pelas quais poderíamos saber. Ele convidou alguns discípulos para que viessem e vissem (João 1:39). Filipe repetiu o mesmo convite a Natanael quando este quis saber acerca de Jesus (João 1:47). O conselho do Senhor foi de que “pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20; 3 Néfi 14:20) (grifo do autor).

Ele nos aconselhou a não confiarmos simplesmente nas declarações feitas por Ele mesmo sobre Sua própria divindade, mas compartilhou outros testemunhos que podem-nos ajudar a saber:

“Vós mandastes mensageiros a João [Batista], e ele deu testemunho da verdade (…); porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que eu faço, testificam de mim, que o Pai me enviou. E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim (…). Examinais as Escrituras (…) e são elas que de mim testificam” (João 5:31–39).

Mais tarde, o Salvador deu-nos um modo seguro de colocarmos Sua doutrina à prova: “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo” (João 7:16–17; grifo do autor). Essa é a maneira pela qual adquiri a maior parte de meu testemunho. À medida que tento cumprir fielmente Seus mandamentos, tenho descoberto por mim mesmo que são verdadeiros.

Uma das melhores formas pelas quais podemos saber é usar a promessa que o Senhor nos deu por intermédio de Morôni a respeito do Livro de Mórmon. “Eis que desejo exortar-vos, quando lerdes estas coisas, caso Deus julgue prudente que as leiais, a vos lembrardes de quão misericordioso tem sido o Senhor para com os filhos dos homens, desde a criação de Adão até a hora em que receberdes estas coisas, e a meditardes sobre isto em vosso coração. E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo. E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas” (Morôni 10:3–5; grifo do autor).

Ele nos oferece um modo seguro de conhecermos a veracidade do Livro de Mórmon. Depois, isso nos dará prova física do Senhor Jesus Cristo, de Seu Profeta Joseph Smith, da restauração de Sua Igreja, inclusive de um profeta vivo, Gordon B. Hinckley, e da veracidade do evangelho (grifo do autor).

Por que isso é tão importante?
Por que é tão importante para o Senhor que saibamos e que tenhamos nosso próprio testemunho pessoal?

Em primeiro lugar, toda Sua obra e glória consiste em levar a efeito nossa imortalidade e vida eterna (ver Moisés 1:39). As escrituras nos ensinam que uma parte fundamental da vida eterna é conhecer o “único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Um dos modos pelos quais o nosso testemunho pessoal nos ajuda a ganhar a vida eterna é que ele nos dá o conhecimento e a força para resistir às mentiras e tentações do diabo. Foi isso que aconteceu quando Moisés confiou em seu testemunho pessoal de Deus e em seu relacionamento com Ele para contrapor-se às repetidas sugestões e ataques de Satanás (ver Moisés 1:22).

Outra razão porque Ele quer que saibamos é para que possamos compartilhar esse testemunho com aqueles que nos rodeiam para ajudálos a saber. O povo em 3 Néfi que adquiriu esse conhecimento seguro sobre o Senhor ressurreto imediatamente “testemunhou” sobre isso (ver 3 Néfi 11:15). Depois de explicar com clareza Sua doutrina, Ele pediu que “[se dirigissem] [àquele] povo e [declarassem] as palavras que [Ele dissera], até os confins da Terra” (3 Néfi 11:41).

O Élder Neal A. Maxwell compartilhou conosco mais um motivo pelo qual devemos saber (ver Transmissão Mundial de Treinamento de Liderança, 11 de janeiro de 2003, pp. 4–5). Ele citou D&C 46:14: “A outros é dado crer nas palavras deles, para que tenham também vida eterna se permanecerem fiéis”. Depois explicou: “precisamos saber também por causa deles”. Mais tarde, acrescentou que, “quando sabemos, aqueles a quem servimos saberão que sabemos. E isso é incrivelmente importante” (Transmissão Mundial de Treinamento de Liderança, 21 de junho de 2003, p. 16). Eles podem assim começar a buscar seu próprio testemunho pessoal ao acreditarem que sabemos. Porém, ninguém deve permanecer mais que o necessário sob luz emprestada. Cada pessoa pode e deve, afinal, conhecer o Salvador pessoalmente.

Nosso testemunho pessoal de que Jesus é o Cristo, e que esta Igreja é verdadeira, dá-nos o desejo e a força para servirmos. Outras pessoas ficam admiradas com a disposição dos membros da Igreja em se sacrificarem e servirem em quaisquer circunstâncias e a qualquer momento em que forem necessários. Elas, muitas vezes, não compreendem isso. Porém, o Presidente Gordon B. Hinckley disse que “a força desta Igreja está no coração de seus membros, em seu testemunho e na certeza que cada um tem da veracidade desta obra” (Ensign, julho de 1993). O Senhor deseja que cada um de nós saiba, para que possamos ajudar a estabelecer Sua Igreja, aumentando a retidão em todas as nações.

Quando o Presidente Gordon B. Hinckley presidiu a rededicação do Templo de São Paulo em 2004, deunos uma importante promessa. Disse que se nós, membros da Igreja aqui no Brasil, vivêssemos como verdadeiros santos dos últimos dias, a obra dobraria ou mesmo triplicaria. Precisamos saber, para que possamos verdadeiramente viver nossa religião.

Que todos nós, na Área Brasil, possamos buscar saber, para que consigamos realizar a vontade do Senhor quanto a nós mesmos nesta grande nação.

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