segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Melhor Presente

Élder Stanley G. Ellis - Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Dezembro/2007)

Em nossa família, temos o costume de fazer uma “lista de desejos”. Quando a data de aniversário de um dos filhos está próxima, pedimos ao futuro aniversariante que faça uma lista de coisas que ele (ou ela) gostaria de ganhar, ou precise ganhar, como presente de aniversário. Fazemos a mesma coisa por ocasião do Natal. A idéia não é que eles ganhem todas as coisas da lista, mas que, dessa forma, aqueles dentre nós que desejam dar-lhes um presente, possam ter uma idéia do que seria mais adequado, mais apreciado ou mais necessário. Assim, será bem provável que estaremos dando o melhor presente possível.

Deus Sabe o Que É Melhor
Na época do Natal, às vezes falamos em dar um presente para Deus, ou em dar um presente para o nosso Salvador, como fizeram os magos do oriente. Se quisermos fazer isso neste Natal, o que seria mais adequado dar a Ele? Qual seria o melhor presente? Se fôssemos perguntar-Lhe, que coisas Ele colocaria na Sua “lista de desejos”? Quais seriam as coisas que Ele gostaria que cada um de nós Lhe déssemos? Não só neste mês, mas sempre?

As escrituras nos revelam algumas das coisas que Ele mais deseja:
# Orai sempre (D&C 10:5); Pedi, buscai, batei (Mateus 7:7);
# Examinai as Escrituras (João 5:39);
# Vinde a mim (Mateus 11:28); Confiai no Senhor (Provérbios 3:5); Tende fé (Marcos 11:22);
# Amai o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração (Mateus 22:37); Amai uns aos outros (João 13:34);
# Guardai os meus mandamentos (João 14:15);
# Arrependei-vos (Mateus 4:17); Purificai-vos (3 Néfi 20:41; D&C 38:42).

Todas essas escolhas devem ser feitas quanto ao que queremos ser ou fazer. Resumindo: Ele quer que escolhamos! Que O escolhamos, que escolhamos Seu plano, que escolhamos Seu caminho. Cristo ensinou aos nefitas que Ele não aceitaria mais seus sacrifícios e holocaustos, mas, em vez disso, um “coração quebrantado e um espírito contrito” (3 Néfi 9:19–20). O Élder Neal A. Maxwell ensinou-nos que nossa vontade é a única coisa realmente nossa que podemos oferecer. (Tudo o mais que possamos pensar em dar são coisas que Ele já nos deu.) Se fizermos as coisas a Sua maneira, nós Lhe agradaremos. Se escolhermos ofertar ao Senhor uma vida justa, nós O faremos muito feliz. Toda a Sua obra e glória é levar a efeito a imortalidade e a vida eterna do homem (ver Moisés 1:39). Ele verdadeiramente sabe, melhor que ninguém, qual é o “melhor presente” que podemos Lhe dar.

Tende Cuidado
Assim como nós, pais, queremos que nossos filhos sejam cuidadosos, a “lista de desejos” do Salvador para nós inclui, com certeza, algumas advertências. Ele sabe que Satanás “deseja ter-vos” (ver 3 Néfi 18:18). Ele está ciente das maldades e desígnios de homens conspiradores nos últimos dias (D&C 89:4). Está familiarizado com a tendência humana de procrastinar, inventar desculpas, racionalizar e nos “satisfazer com um desempenho medíocre” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 21). Ele Se preocupa com o fato de que até os escolhidos podem ser enganados (Mateus 24:24). É evidente, para Jesus, que Satanás deseja que nos tornemos tão miseráveis quanto ele próprio (2 Néfi 2:27). Cristo Se entristece quando o mal é chamado de bem e o bem é chamado de mal (ver Isaías 5:20). Ele lamenta que alguns de nós sejamos “cegados pela astúcia sutil dos homens” (D&C 123:12).

O desejo de nosso Senhor para que sejamos cuidadosos inclui os seguintes conselhos:
# Vigiai e orai (Mateus 26:41);
# Sede diligentes (D&C 136:42; II Pedro 3:14);
# Abstende-vos de toda a aparência do mal (I Tessalonicenses 5:22);
# Fugi da prostituição (I Coríntios 6:18);
# Negai-vos a vós mesmos (Lucas 9:23; Morôni 10:32; 3 Néfi 12:30);
# Não corrais mais rapidamente do que as vossas forças o permitam (Mosias 4:27);
# Dominai todas as vossas paixões (Alma 38:12).

Os Seus servos também nos alertaram. O Presidente Hinckley nos advertiu: “Estejam atentos” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 19 de junho de 2004, p. 27). O Presidente Faust nos admoestou que o adultério nunca é justificado, e que o flerte nunca é inocente (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 2). O Presidente Hinckley acrescentou: “Não podemos desistir. Não podemos desanimar. Não podemos jamais nos render às forças do mal. Precisamos e podemos manter os padrões. Há um caminho melhor do que o caminho que o mundo segue” (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 20). O Presidente Packer aconselhou os jovens: “Vocês nunca estão a salvo”. Referindo-se ao sonho de Leí, ele avisou: “É depois de ter comido do fruto que o nosso teste começa”. (Church News, 20 de janeiro de 2007, p. 5).

C. S. Lewis, autor cristão da Inglaterra, observou que não importa quão pequenos sejam os pecados, uma vez que seu efeito cumulativo é afastar-nos da luz e conduzir-nos às trevas.

As escrituras mostram claramente alguns resultados para aquele que se entrega à tentação e ao pecado obstinado: “amém para o sacerdócio ou a autoridade desse homem” (D&C 121:37); “Nada que é impuro pode habitar com Deus” (1 Néfi 10:21; ver também Moisés 6:57); “[O diabo] vos sela como seus” (Alma 34:35); Os prazeres do pecado permanecem por um curto período (ver Hebreus 11:25); O adversário prepara uma armadilha para pegar este povo “a fim de poder subjugarvos e amarrar-vos com suas correntes”, “agarrá-los-á com suas eternas correntes” (referindo-se às eternas correntes da morte, cadeias de trevas, grilhões do inferno) (Alma 12:6, 2 Néfi 28:19; Alma 26:14; 36:18, D&C 38:5); “Iniqüidade nunca foi felicidade” (Alma 41:10).

Até os Escolhidos Podem Ser Enganados
Ninguém está isento da tentação e do perigo. No princípio, Adão e Eva transgrediram (2 Néfi 2:17–25). Moisés foi confrontado e tentado por Satanás (Moisés 1:12–22). Pedro sucumbiu ao perigo e negou Cristo três vezes (Lucas 22:31–34, 54–62). No Bosque Sagrado, Joseph Smith esteve prestes a ser destruído pelo inimigo (Joseph Smith — História 1:15–17) e, mais tarde, cedeu à pressão dos homens, o que resultou na perda de 116 páginas do manuscrito do Livro de Mórmon (ver D&C 10).

Às vezes, achamos que, por ser batizados e confirmados na verdadeira Igreja de Jesus Cristo, não seremos mais testados. Ou que, por sermos líderes na Igreja, estamos a salvo. Na verdade, o Senhor ressaltou que mesmo os escolhidos podem ser enganados (Mateus 24:24). Vários líderes expressaram seu desejo de perseverar até o fim, mas o inimigo vai nos tentar em qualquer época de nossa vida, e em qualquer circunstância. Até os líderes podem racionalizar que alguma coisa errada é aceitável para eles, só por algum tempo. Somos, às vezes, tentados a pensar que determinada regra ou mandamento não é assim tão importante. Essas são mentiras e enganos criados pelo diabo para aprisionar-nos e destruir-nos.

Se já cometemos pecado, o Senhor nos oferece perdão, na condição de um arrependimento completo. Os filhos de Mosias escolheram esse caminho, mas os registros mostram seus sofrimentos e angústia por causa de suas iniqüidades (Mosias 28:4). Antes de Alma, o filho, arrepender-se, ele descreveu seu sofrimento como “muitas tribulações”, “fel da amargura e laços da iniqüidade”, “o mais escuro abismo”, “a alma atormentada com um suplício eterno”, e “dores de uma alma condenada” (Mosias 27:27-29; Alma 36:12-20). Infelizmente, o pecado traz pesar e dor não só para nós, mas também para os inocentes membros da família e entes queridos. É muito melhor evitar o pecado do que ter de se arrepender depois.

Nosso Porto Seguro
Nosso único porto seguro é servir ao Senhor de acordo com a vontade Dele, à maneira Dele e no momento certo. O Élder Maxwell ensinou-nos que a única maneira de fazer isso é por meio da revelação (Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 11 de janeiro de 2003, p. 5). Felizmente, foi-nos concedido o Dom do Espírito Santo: o direito de ter o Espírito sempre conosco, “pois o Espírito fala a verdade e não mente. Portanto fala de coisas como realmente são e de coisas como realmente serão; assim, estas coisas nos são manifestadas claramente para a salvação de nossa alma” (Jacó 4:13).

Essa salvação é o que o Senhor Jesus Cristo realmente deseja para nós. Na verdade, Ele nos forneceu Sua “lista de desejos” para ajudar-nos a escolher Seu presente com sabedoria. Conhecendo os perigos com os quais nos defrontamos, Ele nos aconselhou com recomendações que nos protegerão, e também chamou apóstolos e profetas para nos guiar (ver D&C 1:17). Ele espera que escolhamos Seu plano e Seu caminho. Ao fazer isso, podemos evitar a dor do pecado. Ele nos deu o dom do Espírito Santo para guiarnos individualmente. Que possamos seguir o Seu conselho e Suas admoestações, e escolher Seu plano e Seu caminho. Dessa forma, nós Lhe daremos o melhor presente possível: viver em retidão.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Perseverar na Fé

Élder Ulisses Soares - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil Sul (Janeiro/2006)

Gosto muito de ler sobre a história da Igreja. Essas histórias nos ensinam a respeito da fé e da coragem para enfrentar desafios. Os primeiros santos da Igreja tiveram de demonstrar grande fé para seguir a Cristo. Depois que o Sacerdócio foi restaurado, os santos começaram a ser perseguidos de tal forma que foram expulsos de sua casa e perderam seus bens e até mesmo membros de sua família. Os que perseveraram na fé foram abençoados com o conforto de que por meio de provações o Senhor nos redime de nossos erros e somos grandemente abençoados.

Segundo Brigham Young, "somos um povo mais feliz quando temos o que chamamos de provações, pois o Espírito de Deus é mais abundantemente derramado sobre os fiéis". Ele ainda acrescenta: "Irmãos, quero dizer-lhes que temos passado por muitas tribulações, mas não creio que um homem ou uma mulher que desfruta do espírito de nossa religião realmente passe pelo que chamamos de provações; mas aqueles que tentam viver de acordo com o evangelho do Filho de Deus e ao mesmo tempo se apegam às coisas do mundo, sofrem provações e tristezas, agudas e insuportáveis, e isso continuamente. Lançai fora o jugo do inimigo e tomai sobre vós o de Cristo, e direis que seu fardo é leve e seu jugo é suave."

As dolorosas experiências pelas quais os pioneiros passaram desenvolveram neles uma fé inabalável em Deus. Além da herança de fé deixada por aqueles que atravessaram as planícies, também ficou um grande legado de amor: amor a Deus e à humanidade. É um legado de temperança, independência, trabalho árduo, padrões de Deus e lealdade àqueles a quem Deus chamou para guiar Seu povo. É um legado de abandono do pecado.

Queridos irmãos e irmãs, não posso deixar de imaginar por que esses intrépidos pioneiros precisaram pagar um preço tão terrível de agonia e sofrimento por sua fé. Acredito que a vida deles foi consagrada a um propósito superior, por meio do sofrimento. O amor que sentiam pelo Salvador ficou gravado profundamente em sua alma, na alma de seus filhos e na dos filhos de seus filhos. A motivação de sua vida era fruto de uma conversão real dentro de cada um.

O Presidente Gordon B. Hinckley disse, certa vez: "Quando pulsa no coração de um santo dos últimos dias um testemunho imenso e vital da veracidade deste trabalho, ele cumpre suas responsabilidades na Igreja". Na verdade, é assim que nos tornamos pioneiros modernos: fazendo e cumprindo aquilo a que somos designados na Igreja, dando a melhor oferta de nosso coração. Agimos como pioneiros quando tranqüila e humildemente mantemos a fé e perseveramos até o fim.

Perseverar na fé é uma evidência de nossa disposição de sacrificarmos tudo o que possuímos em prol do evangelho. Nos dias atuais, nossos líderes nos pedem que sejamos obedientes a suas instruções e cumpramos os mandamentos. Pedem-nos também que sejamos honestos, paguemos o dízimo integralmente, que sejamos dignos de uma recomendação para o templo, cumpramos nossas designações na Igreja, sejamos bons vizinhos e, acima de tudo, que amemos nosso próximo. À medida que seguirmos todas essas determinações, tornar-nos-emos semelhantes àqueles pioneiros do início da Restauração.

O nosso sofrimento não é corporal, mas é muito sutil. Quando passamos pelos testes sutis do dia-adia, perseverando em nossa fé, tornamo-nos verdadeiros santos dos últimos dias.

Certa ocasião, observei como um rio desemboca no mar. Normalmente, as águas do rio vêm com muita força e, ao encontraremse com as águas do mar, formam-se grandes ondas. Mas o rio segue seu curso e mistura-se com o mar, como determinado pela natureza. Assim como o rio segue seu curso, precisamos seguir o curso de nossa vida de tal maneira que voltemos à presença de nosso Pai Celestial. Muitas vezes, enfrentamos grandes ondas de desafios, mas ao manter o curso de nossa fé, seremos merecedores da coroa da salvação.

Em Doutrina e Convênios 58:2-3, lemos o seguinte: "Pois em verdade vos digo: Bem-aventurado é o que guarda meus mandamentos, seja na vida ou na morte; e o que é fiel nas tribulações recebe maior recompensa no reino do céu. Por agora não podeis, com vossos olhos naturais, ver o desígnio de vosso Deus com respeito às coisas que virão mais tarde nem a glória que se seguirá depois de muitas tribulações".

Oro para que Deus nos abençoe com fé para seguirmos o curso de nossa vida e sermos fiéis aos Seus mandamentos. Assim, Ele nos abençoará grandemente, e herdaremos a vida eterna que é o maior de todos os dons de Deus.

Lugar Mormon: APOIO MÓRMON AO BRASIL Todos os missionários da ...

Lugar Mormon: APOIO MÓRMON AO BRASIL
Todos os missionários da ...
: "APOIO MÓRMON AO BRASIL Todos os missionários da Igreja que servem na região afetada estão bem.125 membros da Igreja perderam as suas casas..."

sábado, 1 de janeiro de 2011

Na Direção Estabelecida pelo Senhor

Élder Ulisses Soares - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil Sul (Setembro/2006)

Certa ocasião, eu estava viajando de carro para cumprir uma designação. Durante a viagem, deparei-me com um nevoeiro muito forte. Fiquei um pouco apreensivo, pois as condições de visibilidade eram muito ruins. Quase não via nada, três metros à frente. Percebi então que o único meio de manterme na direção correta era seguir as linhas brancas do chão que continham marcadores luminosos, devido a constância dos nevoeiros naquela região. Dirigindo em baixa velocidade e atento às linhas brancas, consegui chegar ao meu destino final e cumprir minha designação. Senti-me grato por ter saído um pouco mais cedo de casa e, assim, a redução de velocidade não impediu que eu chegasse àquela cidade em segurança.

Nossa experiência mortal aqui na Terra também requer que nos mantenhamos na direção certa e sigamos as diretrizes estabelecidas pelo Senhor pois, dessa maneira, poderemos chegar ao nosso destino eterno e desfrutar a companhia de nossa família na presença de Deus e de Jesus Cristo.

O Senhor estabeleceu limites a fim de que possamos chegar em segurança, se não nos desviarmos dessa direção. O Salvador ensinou: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7:13–14). Os ensinamentos do Salvador são claros, pois determinam o caminho que devemos seguir para não nos perder. Mas corremos o risco de nos desviar, quando seguimos nossos próprios pensamentos de homens naturais. No Guia para Estudo das Escrituras aprendemos que o homem natural deixa-se influenciar pelas paixões, pelos desejos, apetites e impulsos da carne, em vez de buscar a inspiração do Espírito Santo. Ele só compreende as coisas físicas, não as espirituais. Todo ser humano — homem ou mulher — é carnal, ou seja, mortal, em virtude da Queda de Adão e Eva, e tem de nascer de novo pela Expiação de Jesus Cristo para deixar de ser um ser natural.

Quando não controlamos o homem natural que existe dentro de nós, começamos a colocar o nosso coração nas coisas do mundo, e isso nos distancia ainda mais do caminho. Começamos a agir de acordo com o nosso próprio pensamento e, como conseqüência, podemos nos perder no nevoeiro que se encontra à nossa frente.

Como evitar que percamos a direção, e como manter uma velocidade constante em nossa vida, a fim de chegarmos em segurança ao nosso destino eterno? As escrituras contêm muitos ensinamentos que podem ajudar-nos a vencer o homem natural. Gostaria de compartilhar algumas escrituras que me inspiram e me ajudam a voltar meus pensamentos e ações na direção estabelecida pelo Senhor.

Primeiramente gostaria de me referir ao que Néfi, filho de Leí, ensinou a seus irmãos sobre o significado da barra de ferro que seu pai tinha visto no sonho. “E eu disselhes que era a palavra de Deus; e todos os que dessem ouvidos à palavra de Deus e a ela se apegassem, jamais pereceriam; nem as tentações nem os ardentes dardos do adversário poderiam dominá-los até a cegueira, para levá-los à destruição” (1 Néfi 15:24). Essas palavras deixam claro que, à medida que nos apegarmos ao evangelho e o vivermos intensamente, não pereceremos, pois estaremos protegidos e seremos capazes de vencer as tentações. É a nossa vivência do evangelho que determina a direção que estamos seguindo em nossa vida.

Outra escritura que sempre me impressiona é a que está registrada em Salmos 119:105. “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” Trata-se de uma lembrança constante de que o conteúdo das escrituras nos guia no caminho que nos levará de volta à presença de Nosso Pai Celestial e ilumina a direção que devemos tomar nas decisões que tomamos durante esta vida mortal. Quando estudamos as escrituras, crendo que o Senhor está pessoalmente nos guiando e iluminando nosso caminho, estaremos bem mais dispostos a aplicá-las na vida, e progrediremos com mais rapidez.

Aprecio muito o que se encontra em D&C 112:10: “Sê humilde; e o Senhor teu Deus te conduzirá pela mão e dará resposta a tuas orações”. Ao orarmos diariamente, buscando a ajuda do Senhor, demonstramos nossa humildade e, apesar dos desafios que enfrentarmos, o Senhor nos conduzirá pela mão na direção que devemos seguir. Dessa maneira, nunca vamos nos perder, e receberemos os frutos de nosso sacrifício na vida mortal.

Finalmente, gostaria de mencionar o que Morôni ensinou a respeito da fé: “Portanto, se um homem tem fé, ele tem que ter esperança; porque sem fé não pode haver qualquer esperança. E novamente, eis que vos digo que ele não pode ter fé nem esperança sem que seja manso e humilde de coração. Sem isso sua fé e esperança são vãs, porque ninguém é aceitável perante Deus, a não ser os humildes e brandos de coração; e se um homem é humilde e brando de coração e confessa, pelo poder do Espírito Santo, que Jesus é o Cristo, ele precisa ter caridade; pois se não tem caridade, nada é; portanto ele precisa ter caridade. (…) Mas a caridade é o puro amor de Cristo e permanece para sempre; e para todos os que a possuírem, no último dia tudo estará bem” (Morôni 7:42–44, 47).

De acordo com a escritura, a fé é determinante em nossa disposição de nos tornarmos mansos, humildes, e de abençoarmos a vida de nosso próximo por meio da caridade. O Salvador foi o exemplo máximo da caridade, e demonstrou isso pela maneira com que tratava e abençoava as pessoas. Ao seguir Seu exemplo, estaremos demonstrando nossa fé em Seus ensinamentos e certamente estaremos caminhando na direção correta.

Que todos possamos gozar dos frutos do evangelho em nossa vida. Sejamos fiéis e leais aos convênios que fizemos com o Senhor. Tenhamos sempre em mente que o caminho estreito e apertado exigirá algum sacrifício; mas se nos mantivermos no limite das linhas brancas estabelecidas pelo Senhor para seguirmos pela estrada da vida, mesmo em meio às tempestades, chegaremos em segurança na presença Dele. Esse é meu testemunho, em nome de Jesus Cristo. Amém.