domingo, 24 de abril de 2011

“Vinde a Mim com Toda a Sinceridade de Coração e Eu Irei Curá-los”

Patrick Kearon
Dos Setenta

Nosso Salvador é o Príncipe da Paz, o grande Médico, o Único que realmente pode purificar-nos da picada do pecado.

Gostaria hoje de transmitir uma mensagem de consolo e cura para todos os que se sentem solitários e abandonados, que não têm paz na mente nem no coração, ou que sentem que jogaram fora sua última chance. A cura e a paz completas podem ser encontradas aos pés do Salvador.

Quando eu tinha sete anos de idade e morava na Península Arábica, meus pais me diziam constantemente para usar sapatos sempre, e eu sabia o motivo. Sabia que os sapatos protegeriam meus pés das ameaças que existiam no deserto: cobras, escorpiões, espinhos e outras coisas. Certa manhã, depois de acampar à noite, no deserto, eu quis explorar o local, mas não senti vontade de calçar os sapatos. Racionalizei, dizendo que seria só uma pequena caminhada e que ficaria perto do acampamento. Em vez de sapatos, calcei chinelos de dedo. Convenci a mim mesmo que os chinelos eram — afinal — uma espécie de sapato. De qualquer forma, o que poderia acontecer?

Ao caminhar pela areia fria, com meus chinelos de dedo, senti algo parecido com um espinho picar-me o pé. Olhei para baixo e não vi um espinho, mas sim, um escorpião. Quando minha mente registrou o escorpião e dei-me conta do que havia acontecido, a dor da picada começou a subir do pé para a perna. Apertei a parte de cima da perna tentando estancar a dor lancinante e gritei pedindo ajuda. Meus pais saíram correndo da tenda em minha direção.

Enquanto meu pai matava o escorpião com uma pá, um amigo adulto que estava acampado conosco tentou heroicamente sugar o veneno do meu pé. Naquele momento, achei que ia morrer. Eu soluçava quando meus pais me puseram no carro e partimos pelo deserto a toda velocidade, rumo ao hospital mais próximo, que ficava a duas horas de viagem. A dor na perna era excruciante e, durante toda a viagem, achei que estava morrendo.

Quando finalmente chegamos ao hospital, porém, o médico nos garantiu que apenas crianças muito pequenas e pessoas muito desnutridas correm o risco de morrer com a picada daquele tipo de escorpião. Ele me aplicou um anestésico, que me deixou a perna amortecida, eliminando a sensação de dor. Em 24 horas, eu já não sentia os efeitos da picada do escorpião. Mas aprendi uma grande lição.

Eu sabia que, quando meus pais me disseram para calçar sapatos, eles não queriam dizer chinelos de dedo. Eu tinha idade suficiente para saber que os chinelos não ofereceriam a mesma proteção que a de um par de sapatos. Mas naquela manhã no deserto, não dei importância ao que sabia ser certo. Ignorei o que meus pais me ensinaram muitas vezes. Fui preguiçoso e até um pouco rebelde, e paguei o preço por isso.

Ao dirigir-me a vocês, jovens valentes, seus pais, professores, líderes, amigos e eu prestamos tributo a todos os que estão-se esforçando diligentemente para tornar-se o que o Senhor necessita — e quer — que vocês se tornem. Mas testifico, por experiência própria, como menino e como homem que, se desprezarmos aquilo que sabemos ser o certo, por preguiça ou por rebelião, isso sempre trará consequências indesejáveis e espiritualmente prejudiciais. Não, o escorpião, afinal, não foi uma ameaça a minha vida, mas causou extrema dor e aflição, tanto para mim quanto para meus pais. No tocante ao modo como vivemos o evangelho, não podemos agir com preguiça ou rebelião.

Como membros da Igreja de Jesus Cristo e como portadores do sacerdócio, conhecemos os mandamentos e padrões que prometemos guardar por convênio. Quando escolhemos caminhos diferentes daquele que sabemos ser o certo, conforme nos foi ensinado por nossos pais e líderes e confirmado em nosso coração pelo Espírito Santo, é como se andássemos pelo deserto com chinelos de dedo, em vez de sapatos. Tentamos, então, justificar nosso comportamento preguiçoso ou rebelde. Dizemos a nós mesmos que não estamos fazendo nada de errado, que aquilo não importa realmente, e que nada de mal vai acontecer por largarmos só um pouquinho a barra de ferro. Talvez nos consolemos com o pensamento de que todos os outros estão fazendo isso — ou pior — e que não seremos afetados negativamente no final. De alguma forma, convencemo-nos de que somos uma exceção à regra e, portanto, somos imunes às consequências da violação. Recusamo-nos, às vezes deliberadamente, a ser “totalmente obediente[s]”1 — como diz o manual Pregar Meu Evangelho — e retemos parte do nosso coração [em vez de dedicá-lo] ao Senhor. Então, somos picados.

As escrituras ensinam que “o Senhor requer o coração”2, e recebemos o mandamento de amar e servir ao Senhor “de todo o [nosso] coração”.3 A promessa é que poderemos “[nos apresentar] sem culpa perante Deus no último dia” e retornar a Sua presença.4

Os ânti-néfi-leítas, no Livro de Mórmon, depuseram suas armas de guerra e as enterraram profundamente na terra, fazendo o convênio de jamais pegar em armas novamente contra seus irmãos. Mas fizeram mais que isso. “Tornaram-se um povo justo”, porque “depuseram as armas de sua rebelião, para não mais lutarem contra Deus”.5 Sua conversão foi tão completa e tão profunda que “nunca apostataram”.6

Mas antes dessa conversão, lembram-se de qual era sua condição? Eles viviam como as escrituras descrevem “[rebelando-se] abertamente contra Deus”.7 Seu coração rebelde os condenou a viver “num estado contrário à natureza da felicidade”, porque “seguiram caminhos contrários à natureza de Deus”.8

Quando depuseram suas armas de rebelião, tornaram-se dignos da cura e da paz do Senhor, que também podemos obter. O Salvador assegura: “Se não endurecerem o coração e não enrijecerem a cerviz contra mim, serão convertidos e curá-los-ei.”9 Você e eu podemos aceitar Seu convite de “voltar e [arrepender-nos] e vir a [Ele] com toda a sinceridade de coração e [Ele irá curar-nos]”.10

Comparem essa cura milagrosa com o que acontece “quando nos propomos a encobrir nossos pecados ou satisfazer nosso orgulho [ou] nossa vã ambição. (…) Os céus se afastam; o Espírito do Senhor se magoa” e ficamos sozinhos “para recalcitrar contra os aguilhões (…) e lutar contra Deus”.11

Irmãos, só encontramos cura e alívio quando nos colocamos aos pés do Grande Médico, nosso Salvador, Jesus Cristo. Precisamos depor nossas armas de rebelião (e cada um sabe quais são). Precisamos abandonar nosso pecado, nossa vaidade e nosso orgulho. Precisamos despojar-nos do desejo de seguir o mundo e de ser lisonjeados e louvados pelo mundo. Temos de parar de lutar contra Deus e, em vez disso, entregar todo nosso coração a Ele, sem reter nada. Só então, Ele poderá curar-nos; Ele poderá purificar-nos da picada venenosa do pecado.

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”12

O Presidente James E. Faust ensinou:

“Quando fazemos da obediência a nossa meta, ela deixa de ser algo exasperante. Em vez de ser uma pedra de tropeço, ela se torna um tijolo de nosso edifício. (…)

A obediência conduz-nos à verdadeira liberdade. Quanto mais obedecemos à verdade revelada, mais livres seremos”.13

Conheci recentemente um homem de 92 anos de idade que participou de várias campanhas militares importantes na Segunda Guerra Mundial. Ele sobreviveu a três ferimentos, um dos quais foi causado pela explosão de uma mina que destruiu o jipe em que ele estava, matando o motorista. Ele descobriu que, para sobreviver em um campo minado, é preciso seguir exatamente a trilha deixada pelo veículo à frente. Qualquer desvio para a direita ou para a esquerda pode ser fatal — como realmente foi.

Nossos profetas e apóstolos, líderes e pais, apontam continuamente a trilha que precisamos seguir, se quisermos evitar um golpe destrutivo para nossa alma. Eles conhecem o caminho livre de minas (ou de escorpiões), e nos convidam incansavelmente a segui-los. Há muitas armadilhas devastadoras a nos tentar ao longo do caminho. Se nos desviarmos para as drogas, para as bebidas alcoólicas, para a pornografia ou o comportamento imoral, na Internet ou em um videogame, isso vai levar-nos diretamente para a explosão. Um desvio para a direita ou para a esquerda da trilha segura, seja por preguiça ou por rebeldia, pode ser fatal para nossa vida espiritual. Não há exceções para essa regra.

Se já nos desviamos do caminho, podemos mudar; podemos voltar; podemos reconquistar nossa alegria e nossa paz interior. Descobriremos que a volta ao caminho do qual as minas foram retiradas é um imenso alívio.

Ninguém tem paz num campo minado.

Nosso Salvador é o Príncipe da Paz, o grande Médico, o Único que realmente pode purificar-nos da picada do pecado e do veneno do orgulho, e transformar nosso coração rebelde em um coração do convênio. Sua Expiação é infinita e abrange todos nós.

O convite feito aos nefitas quando Ele lhes ministrou como o Cristo ressuscitado ainda é válido para cada um de nós: “Tendes enfermos entre vós? Trazei-os aqui. Há entre vós coxos ou cegos ou aleijados ou mutilados ou leprosos ou atrofiados ou surdos ou pessoas que estejam aflitas de algum modo? Trazei-os aqui e eu os curarei.”14

Nenhum de vocês jogou fora suas chances. Vocês podem mudar, podem voltar, podem reivindicar Sua misericórdia. Venham para o Único que pode curar, e encontrarão paz. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

domingo, 10 de abril de 2011

Um Coração Quebrantado e Mãos que Ajudam

Bispo H. David Burton
Bispado Presidente

A todos os que têm um coração quebrantado e mãos que ajudam e que aliviam o fardo de muitos, minha profunda gratidão.

Ontem à noite a irmã Burton e eu saboreávamos uma comida chinesa. Dentro do meu biscoitinho da sorte li a mensagem: “O estresse que você sente muito em breve desaparecerá”. De fato.

Certo dia, um grupo de homens conversava com o Profeta Joseph Smith, quando chegou a notícia de que a casa de um pobre irmão que vivia a certa distância da cidade fora incendiada. Cada um expressou tristeza pelo que acontecera. O Profeta ouviu por um momento e, em seguida, enfiou a mão no bolso, pegou cinco dólares e disse: “Estou sentido pelo que houve com esse irmão pelo valor de cinco dólares. O quanto cada um de vocês (...) está sentido [por ele]?”1 A resposta imediata do Profeta é significativa. No ano passado, milhões de vocês demonstraram sua compaixão pelos outros, com seus recursos, corações quebrantados e mãos que ajudam. Muito obrigado pela maravilhosa medida de sua generosidade.

A compaixão pelos outros sempre foi uma característica fundamental dos membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O profeta Alma disse:

“Desejais entrar no rebanho de Deus e ser chamados seu povo; e sendo que estais dispostos a carregar os fardos uns dos outros, para que fiquem leves; sim, e estais dispostos a chorar com os que choram; sim, e consolar os que necessitam de consolo”.2

O Salvador nos pede que “[socorramos] os fracos, [ergamos] as mãos que pendem e [fortaleçamos] os joelhos enfraquecidos.”3

Tenho testemunhado em primeira mão o comprometimento dos santos dos últimos dias e de pessoas de outras denominações, que têm corações quebrantados e mãos que ajudam, que “levam as cargas uns dos outros.”4 Minha tristeza tem sido profunda ao ver grandes devastações e visitar vítimas desesperadas.

Nos últimos anos, a Mãe Natureza exibiu toda sua violência e supremacia de modo incomum e poderoso. Em dezembro de 2004, um terrível terremoto atingiu a costa da Indonésia e criou um tsunami gigantesco que matou milhares de pessoas e destruiu a vida dos que ficaram para trás. Sob a direção dos líderes locais do sacerdócio e de casais missionários, a ajuda mobilizou-se imediatamente, oferecendo assistência urgente a hospitais, socorristas e a comunidades na Indonésia, no Sri Lanka, na Índia e na Tailândia.

Em um curto espaço de tempo, vários membros da Igreja foram para uma das áreas mais atingidas — a região de Aseh, no norte da Sumatra. A irmã Bertha Suranto, presidente das Moças no Distrito de Jacarta, Indonésia, e algumas amigas dirigiram caminhões cheios de itens essenciais que salvaram vidas e proveram consolo àqueles que tanto perderam.

“Sempre que entrávamos em uma aldeia”, disse Bertha, “as pessoas nos rodeavam e ofereciam alimentos para distribuirmos — mesmo que eles próprios não tivessem mais que uma porção de arroz e alguns peixes que apanhavam no mar. Das mesquitas, os líderes comunitários anunciavam que outra doação da Igreja de Jesus havia chegado.”

Assim que as necessidades imediatas eram satisfeitas, iniciavam-se os projetos de prazos mais longos. Foram implementados os planos de assistência para a construção de mais de mil casas e a restauração de hospitais e escolas. Os moradores receberam ajuda para substituir barcos e redes de pesca. Teares e máquinas de costura foram distribuídos para as famílias recuperarem sua auto-suficiência.

A área do norte do Paquistão e da Índia sofreu o maior terremoto dos últimos cem anos, que ceifou milhares de vidas e deixou multidões desabrigadas. Devido à severidade do inverno naquela região, a preocupação não se limitava apenas aos feridos, mas estendia-se também aos desabrigados.

Quatro dias após o terremoto, a Agência Islâmica de Bem-Estar enviou-nos um Boeing 747 de carga que logo carregamos com cobertores, barracas, kits de higiene, suprimentos médicos, sacos de dormir, agasalhos e lonas, doados pelos armazéns dos bispos. Enviamos vários contêineres por ar, terra e mar com outros suprimentos e barracas de inverno suficientes para abrigar mais de 75 mil pessoas.

Quando enchentes se abateram sobre a América Central, as capelas foram abertas para servirem de abrigo provisório aos flagelados. Em áreas aonde os veículos não conseguiam chegar, os membros da Igreja amarravam suprimentos às costas e atravessavam terrenos alagados e perigosos para levar alívio aos que sofriam.

Depois de um período de agitação civil no Sudão, mais de um milhão de pessoas haviam abandonado seu lar e aldeia, em busca de segurança. Muitos refugiados caminharam centenas de milhas por terreno hostil para chegar aos campos de desabrigados, tentando reencontrar os parentes e recuperar a saúde.

O Atmit, composto alimentar vitamínico que já mostrou sua eficácia salvando a vida de crianças e idosos subnutridos, foi-lhes fornecido. Suprimentos médicos e milhares de kits de higiene e kits para recém-nascidos também foram enviados.

A Igreja uniu-se a outras importantes organizações de solidariedade não governamentais para ajudar a vacinar milhões de crianças na África, em uma campanha de erradicação do sarampo. Dois mil membros fiéis africanos da Igreja doaram muitas horas de trabalho voluntário para divulgar a campanha, reunir as crianças e ajudar durante a vacinação.

A temporada de furacões de 2005 no sul dos Estados Unidos e no Caribe ocidental foi a mais devastadora e a que causou mais prejuízo em toda a história. Tempestades se sucediam, destruindo lares e empresas de Honduras até a Flórida. Sempre que um furacão surgia, milhares de voluntários sob a direção do sacerdócio estavam presentes provendo o essencial para a preservação da vida. Kits de higiene e de limpeza, alimentos, água, panelas, roupas de cama e outros artigos ajudaram a limpar as moradias e organizar os abrigos temporários.

O irmão Michael Kagle levou um comboio de caminhões carregados de equipamentos de sua própria empresa para o Mississipi. Muitos funcionários, de outras denominações religiosas, ofereceram-se para ir com ele todos os fins de semana para levar ajuda às áreas atingidas pelas tempestades. No trajeto, comunicavam-se por rádio. O líder do grupo dos sumos sacerdotes de Mike, que dirigia uma pick-up no meio do comboio, conta que os nós dos dedos já estavam inchados pelo esforço de dirigir tão velozmente. Tentando diminuir a marcha do comboio, pegou o rádio e disse: “Senhores, percebem que estamos indo a 130 km por hora?” Um dos motoristas entrou no ar e replicou: “Bem, você deve entender que isso é o máximo que esses ‘donos de estrada’ podem dar. Não há como ir mais rápido!”

Recebemos centenas de cartas de agradecimento. Uma enfermeira no Mississipi escreveu: “Eu não tinha palavras. Teria Deus respondido a minhas orações tão rapidamente? Lágrimas rolaram por minha face quando vi homens de capacete e botas, munidos de serras elétricas de todos os tamanhos e formas, aparecerem por entre os escombros. Foi, sem dúvida, um dos maiores sacrifícios que já presenciei em toda minha vida”.

Quero agradecer pelos dedos ágeis que produziram milhares de belos cobertores, e um agradecimento especial pelos dedos não tão ágeis de nossas irmãs mais idosas que teceram aquelas belas colchas tão bem-vindas. Certa bisavó de 92 anos confeccionou várias centenas de cobertores. No caso dela, tanto a doadora quanto os beneficiários foram abençoados. Quando seu filho admirava seu trabalho, ela perguntou: “Será que alguém vai usar um dos meus cobertores?” A carta de uma jovem mãe da Louisiana responde a essa pergunta:

“Moro na Louisiana e levo meus filhos sempre ao centro de saúde local. Enquanto estava lá, deram-me algumas roupas, fraldas, lenços umedecidos e dois belos cobertores para bebê. Um deles tem o verso amarelo, com pés e mãos estampados na frente. O outro cobertor é dourado e tem zebras estampadas. São lindos. Meu filho de 4 anos adora o que tem zebras e, é claro, o de 7 meses não consegue dizer nada. Só queria agradecer a vocês e aos membros da sua Igreja por sua generosidade. Que Deus abençoe vocês e sua família.”

Em resposta aos recentes deslizamentos de terra nas Filipinas, os santos na área montaram kits de higiene e caixas de alimentos, distribuindo-os com cobertores aos necessitados.

Princípios de bem-estar como trabalho e auto-suficiência são mantidos e ensinados enquanto a ajuda é levada ao mundo inteiro. Durante 2005, muitas aldeias receberam água potável graças a poços novos. Os habitantes aprenderam a cavar poços, instalar as bombas e fazer reparos, se necessário.

O treinamento e os equipamentos levados pelos voluntários locais e os sempre devotados casais missionários permitem que as famílias suplementem sua dieta com alimentos nutritivos cultivados em casa.

Muitas cadeiras de rodas distribuídas devolveram a autonomia aos deficientes. Milhares de profissionais médicos foram treinados para salvar a vida de recém-nascidos. Oftalmologistas realizaram gratuitamente cirurgias de catarata, devolvendo a visão a muitos. No mundo inteiro, os Serviços às Famílias SUD aconselham quanto a assuntos delicados.

Pontes de compreensão e de respeito são edificadas em muitas nações, ao colaborarmos com órgãos já bem conhecidos e confiáveis.

O Dr. Simbi Mubako, ex-embaixador africano na ONU, declarou: “O trabalho da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é ainda mais significativo porque não se limita a atender aos membros da Igreja, mas estende-se a todos os seres humanos de diferentes culturas e religiões, porque [eles] vêem em cada pessoa a imagem de Jesus Cristo”.

Nosso amado Presidente Gordon B. Hinckley tem trabalhado ativamente no desenvolvimento dessa grande obra humanitária. “Precisamos estender a mão para toda a humanidade”, disse ele. “Todos são filhos e filhas de Deus, nosso Pai Eterno, e Ele nos considerará responsáveis pelo que fizermos em relação a eles. (...) Que abençoemos a humanidade estendendo a mão para todos, erguendo os que estão abatidos e oprimidos, vestindo e alimentando o necessitado e o faminto, expressando amor e companheirismo para aqueles à nossa volta que porventura não façam parte desta Igreja.”5

Esse esforço humanitário moderno é uma manifestação maravilhosa da caridade que arde na alma de pessoas cujo coração é quebrantado e cujas mãos estão prontas para ajudar. Esse serviço altruísta demonstra realmente o puro amor de Cristo.

O Salvador promete grandes bênçãos aos que dão de si mesmos. “Dai, e ser-vos-á dado (...) porque, com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.”6

O que falei hoje não é nem a centésima parte do que está acontecendo nas aldeias e nações do mundo todo. Aonde quer que eu vá, recebo expressões da mais profunda gratidão. Em nome da Primeira Presidência, do Quórum dos Doze e do Comitê Executivo de Bem-Estar da Igreja, cuja designação é dirigir esta obra, desejo expressar nosso sincero apreço e admiração.

É impossível encontrar palavras adequadas para exprimir os sagrados e cálidos sentimentos de minha alma. Um simples “obrigado” nunca será suficiente. A todos os que têm um coração quebrantado e mãos que ajudam e que aliviam o fardo de muitos, minha profunda gratidão. Invoco sobre vocês e sua família as mais seletas bênçãos do Senhor, ao continuarem se lembrando daqueles cujo coração está aflito e cujas mãos pendem. Em nome de Jesus Cristo. Amém.