sábado, 21 de janeiro de 2012

Como Encontrar Certeza em meio à Incerteza

Élder Richard E. Turley Sr. 
Dos Setenta


Essa Restauração maravilhosa deu-nos o que precisamos para poder reconhecer filosofias e estilos de vida, que apesar de serem política ou socialmente aceitáveis, não o são perante o Pai Celestial.


Há mais ou menos 10 anos eu e minha esposa passamos a maior parte de um domingo com um estudante da Universidade de Harvard. Esse jovem tinha vindo a Salt Lake City para ver se a Igreja era "prá valer". Os pais dele, que moravam em New England, tinham recebido as palestras e estavam planejando ser batizados. O jovem pediu aos pais que esperassem até que ele fosse a Salt Lake City. Durante sua visita à Praça do Templo e aos escritórios da Igreja, ele disse que gostaria de conversar com um membro da Igreja que, como ele, tivesse conhecimentos técnicos e científicos. Sugeriram meu nome, e ele, me telefonou.
Como estávamos muito ocupados, o único dia que tínhamos para encontrar esse jovem era o domingo. Dissemos-lhe que se quisesse ver como era a vida de um mórmon, ele poderia passar o dia conosco. Passamos horas muito agradáveis e interessantes com esse jovem. Nós o levamos a duas reuniões sacramentais naquele dia. Numa delas, um de nossos filhos e a esposa seriam os oradores e na outra onde nós seríamos os oradores. Ao entrarmos na capela, encontramos o bispo que nos levou para sua sala para a reunião de oração. Todos, inclusive nosso jovem amigo, ajoelharam-se e o bispo fez uma oração humilde e espontânea.
Do escritório do bispo fomos diretamente para a capela. Apresentamos o rapaz a um jovem casal e ele sentou-se ao lado deles durante a reunião. Eu e minha esposa falamos, naquele dia, sobre o Livro de Mórmon. Achamos que esse tema seria ideal, especialmente para aquele jovem que tinha sido desafiado a ler o Livro de Mórmon.
Depois das reuniões, levamos o jovem para nossa casa e minha esposa serviu um jantar delicioso. Passamos a maior parte do tempo prestando testemunho acerca do Livro de Mórmon, de Jesus Cristo e da restauração de Sua Igreja. No dia seguinte o jovem voltou para Boston.
Algum tempo depois, tivemos a oportunidade de falar com os seus pais. Ele tinha relatado aos pais que a Igreja Mórmon era realmente "prá valer". Também disse a eles que o estudo do Livro de Mórmon esclareceu as dúvidas que tinha sobre Jesus Cristo.
Sabíamos que esse rapaz dizia ser agnóstico e dizia que não aceitaria a existência de Deus a não ser que tivesse uma comprovação direta. Felizmente, durante sua visita a Salt Lake City ele teve a oportunidade de ver de perto um dia de uma família que pertence à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Porém, ele não poderia ter chegado à conclusão que Jesus é o Cristo só pelas observações que fez.
Ao terminar de ler o Livro de Mórmon ele encontrou a chave mais importante para saber se o Livro de Mórmon é verdadeiro, se Jesus é o Cristo. Na verdade, a chave para saber a verdade de todas as coisas. No seu último capítulo Morôni afirmou:
"E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas." (Morôni 10:5)
Cheguei à conclusão, com o passar dos anos, que só pelo poder do Espírito Santo podemos encontrar certeza em meio a incerteza. Isso explica porque Jesus disse o que disse para Pedro em Cesaréia de Filipe. Jesus perguntou aos seus discípulos:
"E vós, quem dizeis que eu sou?" (Mateus 16:15)
E Pedro respondeu:
"Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." (Mateus 16:16)
E Jesus, respondendo disse-lhe:
"Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai que está nos céus." (Mateus 16:17)
Em outras palavras, da mesma maneira que o Pai revelou a Pedro, pode revelar a nós hoje, por meio do poder do Espírito Santo, que Jesus de Nazaré, Seu Filho mais amado e obediente, era e é realmente o tão esperado Messias sobre quem todos os Seus profetas desde o princípio do mundo haviam profetizado.
Ao refletir sobre esse jovem de Boston, pensei em muitos outros jovens que, como ele, estão procurando respostas para perguntas sobre a vida mas não sabem onde encontrá-las. Esses jovens são muito influenciados, como todos nós, e estão sujeitos ao que o Apóstolo Paulo chamou de "todo o vento de doutrina". Gostaria de ler a passagem na Epístola de Paulo aos Efésios onde ele explica porque o Senhor nos deu apóstolos, profetas, mestres e outros líderes inspirados:
"Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudolosamente." (Efésios 4:14)
Sou extremamente grato pelos profetas modernos e os da antiguidade que nos advertem contra os que "enganam fraudolosamente".
O profeta Isaías viu os nossos dias numa visão, quando o Senhor:
"[Continuaria] a fazer uma obra maravilhosa no meio deste povo, uma obra maravilhosa e um assombro; porque a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá." (Isaías 29:14)
Essa Restauração maravilhosa deu-nos o que precisamos para poder reconhecer filosofias e estilos de vida, que apesar de serem política ou socialmente aceitáveis, não o são perante o Pai Celestial. Se um agnóstico, ao seguir o conselho de Morôni, conseguiu crer, outros também poderão compreender qual o propósito da Terra. Nos registros restaurados de Moisés, o Senhor responde a nossas perguntas sobre o propósito desta Terra:
"Moisés clamou a Deus, dizendo: Dize-me, rogo-te, por que essas coisas são assim e por meio de que as fizeste?"
"Deus disse a Moisés: Fiz essas coisas para meu próprio intento ( . . . )."
"Pois eis que esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem." (Moisés 1:30­31,39)
Existem muitas filosofias que diminuem a importância do homem. Moisés, no seu relato, depois de ter visto todas as criações de Deus, pensou que o homem não era nada, mas Deus disse-lhe claramente que o homem é tudo.
Um outro exemplo disso e algo a ser considerado é a proclamação da família, tornada pública pelas Autoridades Gerais em 1995, onde encontramos claramente delineados os propósitos e as expectativas de Deus para a humanidade.
As nações do mundo gastam bilhões todos os anos tentando descobrir mais sobre o propósito da Terra e das galáxias; todavia, a resposta está aqui mesmo. A Terra foi criada para o homem e para ajudar-nos a conseguir " imortalidade e vida eterna". Os detalhes sobre a Criação, sem dúvida nenhuma, são muito interessantes; porém, muito mais importante e necessário é aprender sobre o nosso Criador e aceitar o Seu convite para segui-Lo a fim de que também alcancemos todo o nosso potencial.
O Espírito irá ajudar-nos a encontrar certeza em meio a incerteza. Jesus é nossa luz. (Ver 3 Néfi 18:24.)
Sigamos essa luz radiante e convidemos os outros a fazerem o mesmo.
Em nome de Jesus Cristo. Amém.

sábado, 14 de janeiro de 2012

O Domingo Virá

Élder Joseph B. Wirthlin 
Do Quórum dos Doze Apóstolos


Graças à vida e ao sacrifício eterno do Salvador do mundo, seremos reunidos a nossos entes queridos.


Sinto-me grato por estar com vocês hoje e poder fortalecer-me com seu testemunho. Não posso expressar o quanto me sinto agradecido por suas bondosas palavras de apoio, suas manifestações de amor e suas orações.
Gostaria de relembrar hoje algumas coisas da minha história pessoal.
Nasci de bons pais. Com meu pai, Joseph L. Wirthlin, aprendi o valor do trabalho árduo e da compaixão. Ele foi bispo da nossa ala durante a Grande Depressão. Tinha genuína preocupação com os aflitos. Estendia a mão para os necessitados não por ser esse o seu dever, mas porque esse era o seu sincero desejo.
Cuidava incansavelmente de muitos e abençoava a vida dos que sofriam. Para mim, ele foi o bispo ideal.
Aqueles que conheceram meu pai sabiam como ele era ativo. Alguém me disse, certa vez, que ele podia fazer o trabalho de três homens. Raramente diminuía o ritmo. Em 1938, dirigia uma empresa muito bem-sucedida, quando recebeu um chamado do Presidente da Igreja, Heber J. Grant.
O Presidente Grant disse que iriam reorganizar o Bispado Presidente naquele dia e que ele queria que meu pai servisse como conselheiro de LeGrand Richards. Isso pegou meu pai de surpresa, e ele perguntou se, primeiro, poderia orar a respeito disso.
O Presidente Grant disse: “Irmão Wirthlin, só faltam 30 minutos para a próxima sessão da conferência, e eu gostaria de descansar um pouco. Qual é sua resposta?”
É claro que meu pai disse sim. Ele serviu por 23 anos, nove dos quais como Bispo Presidente da Igreja.
Meu pai tinha 69 anos quando faleceu. Eu estava com ele quando, de repente, desmaiou. Pouco depois, veio a falecer.
Penso muito em meu pai. Sinto saudades dele.
Minha mãe, Madeline Bitner, foi outra grande influência em minha vida. Em sua juventude, era uma excelente atleta e campeã de corridas. Sempre foi bondosa e amorosa, mas seu ritmo era exaustivo. Freqüentemente dizia: “Apressem-se”. E quando ela dizia isso, nós nos apressávamos. Talvez esse tenha sido um dos motivos pelos quais eu corria tanto quando jogava futebol americano.
Minha mãe tinha grandes expectativas em relação aos filhos e deles esperava sempre o melhor. Ainda me lembro de ouvi-la dizer: “Não seja relaxado — Você precisa fazer melhor que isso”. Relaxado era a palavra que ela usava para alguém preguiçoso que não atingia todo o seu potencial.
Minha mãe faleceu quando estava com 87 anos. Penso muito nela e sinto saudades dela, mais do que posso expressar.
Minha irmã caçula, Judith, era escritora, compositora e professora. Ela amava muitas coisas, inclusive o evangelho, a música e a arqueologia. O aniversário de Judith era poucos dias antes do meu. A cada ano, em seu aniversário, eu lhe dava uma nota novinha de um dólar como presente. Três dias depois, ela me dava cinqüenta centavos de dólar como presente de aniversário.
Judith faleceu há poucos anos. Tenho saudades dela e penso muito nela.
E isso me faz lembrar de minha esposa, Elisa. Lembro-me da primeira vez que a vi. Como favor para um amigo, fui à casa dela para dar carona à sua irmã, Frances. Elisa abriu a porta e, ao menos para mim, foi amor à primeira vista.
Creio que ela deve ter sentido algo também, porque as primeiras palavras que me lembro que ela disse foram: “Eu sabia que era tu”.
Elisa era especialista em inglês.
Até hoje, ainda considero aquelas cinco palavras como as mais belas do mundo.
Ela adorava jogar tênis e tinha um saque relâmpago. Tentei jogar tênis com ela, mas acabei desistindo depois de concluir que não poderia acertar numa bola que não conseguia ver, de tão rápida.
Ela era minha força e minha alegria. Graças a ela, sou um homem, marido e pai melhor. Casamos, tivemos oito filhos e caminhamos juntos por 65 anos de vida.
Devo à minha mulher mais do que posso expressar. Não sei se já houve algum casamento perfeito, mas do meu ponto de vista, acho que o nosso era.
Quando o Presidente Hinckley falou, durante o funeral da irmã Wirthlin, disse que era devastador e arrasador perder alguém amado. É algo que abala a alma.
Ele estava certo. Assim como Elisa foi a minha maior alegria, sua morte é hoje a minha maior tristeza.
Nas horas solitárias, passei muito tempo pensando nas coisas eternas. Meditei nas consoladoras doutrinas da vida eterna.
Durante minha vida, ouvi muitos sermões sobre a Ressurreição. Tal como vocês, sei de cor os eventos daquele primeiro domingo de Páscoa. Marquei em minhas escrituras as passagens referentes à Ressurreição e tenho à mão muitas declarações importantes proferidas pelos profetas modernos sobre esse assunto.
Sabemos o que é a Ressurreição — a reunião do espírito e do corpo em sua perfeita forma.1
O Presidente Joseph F. Smith disse: “Poderemos reencontrar e rever aqueles de quem tivemos que nos separar nesta vida. Encontraremos o mesmo ser idêntico com quem nos associamos aqui na carne”.2
O Presidente Spencer W. Kimball ampliou essa declaração dizendo: “Tenho a certeza de que se pudermos imaginar-nos em nossa melhor condição física, mental e espiritual, será assim que voltaremos”.3
Quando formos ressuscitados, “este corpo mortal será levantado num corpo imortal (…) para não mais [morrermos]”.4
Conseguem imaginar isso? As melhores condições de vida? Sem doença, sem dor, sem o fardo dos males que freqüentemente nos acometem na mortalidade?
A Ressurreição está no cerne de nossas crenças cristãs. Sem ela, nossa fé não teria sentido. Como disse o Apóstolo Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação e também é vã a [nossa] fé”.5
Ao longo de toda a história do mundo sempre houve muitas almas grandes e sábias, muitas das quais afirmavam ter um conhecimento especial de Deus. Mas quando o Salvador levantou-Se do sepulcro, Ele fez algo que ninguém jamais fez. Fez algo que ninguém mais poderia fazer. Ele rompeu as cadeias da morte, não apenas para Si mesmo, mas para todos os que já viveram, tanto justos quanto injustos.6
Quando Cristo Se levantou do sepulcro, tornando-Se as primícias da Ressurreição, Ele tornou essa dádiva acessível a todos. E com esse ato sublime, Ele abrandou a tristeza devastadora e arrasadora que abala a alma dos que perderam preciosos entes queridos.
Como deve ter sido sombria a sexta-feira na qual Cristo foi pregado na cruz.
Naquela terrível sexta-feira, a terra tremeu e o dia escureceu. Terríveis tempestades fustigaram a Terra.
Os homens que maldosamente planejaram Sua morte regozijaram-se. Eliminando-se Jesus, com certeza Seus seguidores se dispersariam. Naquele dia, sentiram-se triunfantes.
Naquele dia, o véu do templo rasgou-se em dois.
Maria Madalena e Maria, mãe de Jesus, estavam cheias de dor e desespero. O homem sublime que elas tinham amado e honrado pendia da cruz, sem vida.
Naquela sexta-feira, os Apóstolos estavam arrasados. Jesus, seu Salvador — o homem que tinha andado sobre as águas e revivido os mortos — Ele mesmo estava à mercê de homens iníquos. Eles O viram ser subjugado por Seus inimigos, sem que nada pudessem fazer.
Naquela sexta-feira, o Salvador da humanidade foi humilhado, ferido, maltratado e desprezado.
Foi uma sexta-feira cheia de tristeza devastadora e arrasadora que abalou a alma dos que amavam e honravam o Filho de Deus.
Creio que aquela sexta-feira foi o dia mais sombrio de todos, desde o princípio da história do mundo.
Mas a trágica situação daquele dia não durou muito tempo.
O desespero não se prolongou porque no domingo, o Senhor ressuscitado rompeu as cadeias da morte. Ergueu-Se do sepulcro e apareceu gloriosamente triunfante como o Salvador de toda a humanidade.
Então, num instante, os olhos que estavam cheios de copiosas lágrimas ficaram enxutos. Os lábios que tinham sussurrado orações de aflição e dor encheram o ar de maravilhoso louvor, porque Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, estava diante deles como as primícias da Ressurreição, a prova de que a morte era apenas o início de uma nova e maravilhosa existência.
Todos temos as nossas próprias sextas-feiras — aqueles dias em que o próprio universo parece esfacelar e vemos as ruínas de nosso mundo espalhadas a nossos pés. Todos passaremos por momentos assim, dos quais nos parecerá impossível recuperar-nos. Todos teremos nossas sextas-feiras.
Mas testifico a vocês, em nome Daquele que conquistou a morte, que o domingo virá. Em meio às trevas de seu sofrimento, o domingo virá.
Seja qual for o nosso desespero, seja qual for a nossa dor. O domingo virá. Nesta vida ou na próxima. O domingo virá.
Testifico-lhes que a Ressurreição não é uma fábula. Temos o testemunho pessoal daqueles que O viram. Milhares de pessoas do Velho e do Novo Mundo foram testemunhas do Salvador ressuscitado. Tocaram-Lhe as mãos, os pés e o lado. Derramaram lágrimas de incontida alegria ao abraçarem-No.
Depois da Ressurreição, os discípulos sentiram-se revigorados. Viajaram pelo mundo inteiro proclamando as gloriosas novas do evangelho. Se quisessem, poderiam ter fugido, desaparecido, e retornado à vida e à ocupação que tinham antes. Com o tempo, o relacionamento que tiveram com Ele teria sido esquecido. Poderiam facilmente ter negado a divindade do Cristo.
Mas não fizeram isso.
Mesmo em face do perigo, do escárnio e das ameaças de morte, adentraram palácios, templos e sinagogas, proclamando corajosamente Jesus, o Cristo, o Filho Ressuscitado do Deus vivo.
Muitos deles, como testemunho final, ofereceram a própria e valiosa vida. Morreram como mártires, tendo nos lábios o testemunho do Cristo Ressuscitado, ao perecer.
A Ressurreição transformou a vida dos que a testemunharam. Acaso não deveria transformar a nossa também?
Todos nos ergueremos do sepulcro. E naquele dia, meu pai abraçará a minha mãe. Naquele dia, mais uma vez tomarei em meus braços a minha amada Elisa.
Graças à vida e ao sacrifício eterno do Salvador do mundo, seremos reunidos a nossos entes queridos.
Naquele dia, conheceremos o amor de nosso Pai Celestial. Naquele dia, teremos grande regozijo pelo Messias ter vencido todas as coisas para que pudéssemos viver para sempre.
Devido às sagradas ordenanças que recebemos nos templos sagrados, nossa partida desta breve existência mortal não separa por muito tempo os relacionamentos estreitados por cordões tecidos de laços eternos.
É meu solene testemunho que a morte não é o fim da existência. “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.7 Graças ao Cristo ressuscitado, “Tragada foi a morte na vitória”.8
Graças a nosso amado Redentor, podemos elevar a voz, mesmo estando em nossas mais sombrias sextas-feiras, e proclamar: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, [ó morte], a tua vitória?”9
Quando o Presidente Hinckley falou da terrível solidão que advém aos que perderam alguém amado, ele também prometeu que, na calada da noite, uma voz mansa e inaudível sussurrará paz à nossa alma, dizendo: “Tudo bem”.
Sinto-me imensamente grato pelas sublimes doutrinas verdadeiras do evangelho e pelo dom do Espírito Santo, que me sussurrou à alma as palavras de paz e consolo prometidas por nosso amado profeta.
Das profundezas do meu sofrimento, tenho-me regozijado na glória do evangelho. Regozijo-me pelo Profeta Joseph Smith ter sido escolhido para restaurar o evangelho na Terra nesta última dispensação. Regozijo-me por termos um profeta, o Presidente Gordon B. Hinckley, que dirige a Igreja do Senhor em nossos dias.
Que compreendamos e tenhamos gratidão pelas inestimáveis dádivas que recebemos como filhos e filhas de um Pai Celestial amoroso e pela promessa daquele dia radiante em que todos nos ergueremos triunfantes do sepulcro.
Que sempre saibamos, por mais sombria que seja a nossa sexta-feira, que o domingo virá. Essa é minha oração, em nome de Jesus Cristo. Amém.